domingo, 22 de fevereiro de 2015

Vamos lá falar dos Óscares 2015..

São hoje os Óscares 2015, relativos aos melhores de 2014.
Dedicado aos filmes como sou, dos 32 filmes presentes nas várias categorias (sem contar com de animação, documentários e curtas), vi 21! Falharam-me 4 dos estrangeiros e um ou outro de categorias secundárias. No entanto, acho que vi e ouvi o suficiente para dar de minha justiça sobre o que se vai passar. Sem mais delongas...

MELHOR FILME: «Birdman»
Foi o ano das biografias. Houve biografias para todos os gostos e sobre todos os temas. Quero acreditar que o melhor filme, será um que não é baseado na vida de ninguém. O Birdman é uma grande critica ao próprio cinema e aos atores que dele vivem, que já não "sangram" como dantes. Caso não ganhe o Birdman, que ganhe o Boyhood.

MELHOR REALIZADOR: Richard Linklater («Boyhood»)
O facto de o filme ter durado 12 anos a gravar, acompanhando a vida e crescimento de um rapaz e da sua familia, dará o prémio a Linklater. Nem sequer vamos pensar no que poderia ter acontecido ao realizador ou aos atores durante tanto tempo, que podia ter arruinado por completo o filme. Para além de uma história bem conseguida, foi precisa muita coragem para embarcar num projeto destes.

MELHOR ATOR PRINCIPAL: Eddie Redmayne, «The Theory of Everything»
Está completamente irrepreensivel. É parecido com o Hawking e a imitação da doença degenerativa é qualquer coisa do outro mundo. O keaton também está muito bem, mas acho que tinha o seu papel mais facilitado a nível de representação.

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO: J.K.Simmons, «Whiplash» 
Este filme, tal como todos os seus atores, deixou-me arrepiado e a vibrar no sofá! Robert Duval, em The Judge, será o maior adversário do J. K. Simmons. E depois temos o Mark Ruffalo, num filme onde tem 20 minutos de papel, nomeado; e um Channing Tatum, numa interpretação muito boa e sem estar nomeado.

MELHOR ATRIZ PRINCIPAL: Julianne Moore, «Still Alice»
Interpreta um papel de uma doenta com uma doença que me é próxima, Alzheimer, e fá-lo de uma forma intensa e comovente. A Rosemund Pike, no papel de esposa louca, também está muito bem.

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA: Patricia Arquette, «Boyhood»
Este ano esteve muito fraco no que a atrizes secundárias diz respeito. Não sinto que tenha havido uma personagem em destaque, quase ao nível de um/a principal. O meu voto vai mesmo para a Arquette.

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO: «How to Train Your Dragon 2»
Não vi nenhum destes filmes. Ou é este ou é o Big Hero 6.

MELHOR GUARDA-ROUPA: «The Grand Budapest Hotel», Milena Canonero
Guarda-roupa de grande variedade e muito bem adequado ao filme que é.

MELHOR FOTOGRAFIA: «The Grand Budapest Hotel», Robert Yeoman
Paisagens e cenários de cortar a respiração e que nos fazem lá querer ir.

MELHOR DOCUMENTÁRIO: «Citizenfour», Laura Poitras, Mathilde Bonnefoy e Dirk Wilutzky
Não vi nenhum, mas ouvi falar bem deste.

MELHOR CURTA DOCUMENTAL: «Our Curse», Tomasz Sliwinski e Maciej Slesicki
Não vi nenhuma.

MELHOR MONTAGEM: «Boyhood», Sandra Adair

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: «Ida», Polónia
O único que vi. E gostei bastante.

MELHOR CARACTERIZAÇÃO: «The Grand Budapest Hotel», Frances Hannone Mark Coulier
Este ou o Foxcatcher.

MELHOR MÚSICA: «Glory», «Selma»
Ouvi esta durante o filme e gostei. Não conheço as outras.

MELHOR BANDA SONORA: «Interstellar», Hans Zimmer
É Hans Zimmer, pouco mais há a dizer.

MELHOR DIREÇÃO ARTÍSTICA: «The Grand Budapest Hotel», Adam Stockhausen, Anna Pinnock
Por tudo o que já disse.

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO: «Feast» 
Não vi nenhuma.

MELHOR CURTA-METRAGEM: «Butter Lamp (La Lampe Au Beurre De Yak)», Hu Wei e Julien Féret 
Não vi nenhuma.

MELHOR MONTAGEM DE SOM: «Interstellar», Richard King
Está brutal e é de Hans Zimmer.

MELHOR MISTURA DE SOM: «Interstellar», Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten 
Já disse que tem Hans Zimmer? Caso não saibam, Hans Zimmer também é responsável pela banda sonora de "Inception".

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS: «Interstellar», Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher 
Há muito tempo que não via um filme no espaço tão bem conseguido.

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO: «The Theory of Everything», por Anthony McCarten 
De todos os filmes sobre a vida de alguém, ou inspirados em livros (Inherent Vice), este é mesmo o melhor de todos.

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL: «Birdman», Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo 
Pela critica que faz ao cinema atual. Por outro lado, quem viu Nightcrawler, facilmente lhe entregaria a estatueta dourada.

4 comentários:

  1. Estiveste lá quaaaaase...

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    1. Tudo o que era importante, acertei...

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  2. Não gostei do Birdman. E não acho que seja um justo vencedor, pelo contrário. Não entendi o hype à volta do filme. Sim, é uma boa crítica à indústria. Mas não acho uma obra de arte!

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    1. Um filme ganha o prémio máximo quando junta uma quantidade de fatores que influenciam essa decisão. Ninguém pode negar duas coisas: a forma como foi filmado e a mensagem que passa. A juntar a isto um leque de bons atores com boas performances e um realizador que já fez filmes como "Amores Perros", "Babel" e "Biutiful", esperamos sempre prémios. Mas sim, eu também não o considerei uma obra de arte. Até porque não havia obras de arte este ano. Mesmo assim, um dos melhores que vi e que nem sequer esteve nomeado para quase nada (excepto argumento original) é o "Nightcrawler", que te recomendo. :)

      Grande abraço!

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Não é por nada, nem quero influenciar ninguém, mas diz que quem comentar neste blog, é uma pessoa espetacularmente espetacular!