quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Eu explico...

Desde cedo, quando o nosso cérebro está mais susceptivel a influências, enchem-nos com histórias de fadas que vêm buscar dentes em troca de dinheiro, de coelhos que põem ovos de chocolate e que existe um senhor, que se veste de vermelho e tem longas barbas brancas, que, uma vez por ano, entrega prendas àqueles que se portaram bem, que comeram a sopa toda, que estudaram e que não disseram asneiras. Dão-lhe o nome de Pai Natal.
Depois, se uns nunca os vimos na vida real, vamos crescendo a ver esse tal de Pai Natal, distribuidor da felicidade e justiça, invariavelmente nos centros comerciais, sentado numa enorme cadeira e debaixo de um grande pinheiro. E os nossos pais dizem para nos sentarmos no colo dele, para lhe dizer que nos portámos bem e que prenda é que gostariamos de receber como recompensa. Isto acontece ano após ano, até chegar aquele dia em que já não nos sentimos confortáveis em subir para o colo de um homem barbudo em frente a uma pequena multidão. Mas aquela ação já se tornou um traço mnésico, e dos permanentes.
Assim, não é dificil perceber a vontade de colinho que as mulheres têm quando veem um gajo de barba comprida, só que, desta vez, mais à procura de um castigo que de uma prendinha.

1 comentário:

  1. Nem precisa de ter barbinha Mustache!
    Mas se tiver é um bónus!!!

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Não é por nada, nem quero influenciar ninguém, mas diz que quem comentar neste blog, é uma pessoa espetacularmente espetacular!