Pergunta: Porque é que eu prefiro animais a humanos?
Velhas: "Tens que te casar. Quer dizer, estás quase com 30 anos..."
Mulheres: "Nunca vais ficar em forma só a correr..."
Homens: "Com a tua idade já eu tinha um curso há 7 anos.."
Mãe: "Acho que devias ter um filho..."
Cães: "...... auf auf auf....."
Gatos: "miau... miau... rroon rrooon.."
Pássaros: "...piu piu piu..."
Peixes: (epá, estão debaixo de água e não os consigo ouvir, mas eles abrem e fecham a boca)
Resposta: eles não julgam.
PS: Ou mesmo que julguem, não os percebemos, o que acaba por ser a mesma coisa.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Numa manhã de maio..
Finalmente tomei-a nos meus braços. Senti o seu abraço apertado a envolver-me o pescoço. A sua face de encontro à minha. Por ser mais baixa do que eu, os seus pés pairavam a dez centimetros do chão. Também eu a abracei de forma igualmente intensa. Há muito que esperávamos por este abraço. Os seus pés assentaram no chão e, por isso, ergueu a cabeça para me olhar nos olhos. Sorriu e fechou os olhos enquanto os meus lábios se aproximavam dos dela. Foi o libertar de um beijo que esteve preso demasiado tempo.
Seguimos pelo caminho ladeado por frondosas árvores que projetavam a sua sombra até chegar ao outro lado da estrada de areia. A conversa fluiu de forma natural e sem constrangimentos. Sonhos, desejos, medos, passado, presente e futuro marcaram o ritmo da conversa. Seguíamos a um passo lento, tão lento que nem os pássaros se assustavam com a nossa passagem. As palavras que nos saíam da boca eram quase murmúrios, como se tivéssemos medo que nos pudessem roubá-las.
Tínhamo-nos conhecido por um acaso qualquer através da internet, no facebook, depois de, numa foto de um amigo comum, termos trocado uns comentários. Tinha sido ela a tomar a iniciativa de começar uma conversa em privado e, desde então, nunca mais parámos. Passou-se um ano até que, finalmente, decidimos encontrarmo-nos pessoalmente. Viria ela ter comigo a Lisboa. Aproveitaríamos para passear e conhecer a cidade. O sol começou a desaparecer e a lua que já há muito tempo que se via no céu, brilhou pela primeira vez durante aquele crepúsculo. Perguntei-lhe se tinha fome, disse-me que não e seguimos viagem até minha casa, agora a um passo mais acelerado.
Chegados lá, voltei a tomá-la nos meus braços, de forma mais intensa e efusiva. Beijei-a apaixonada e calorosamente. Ela respondeu a todo este ímpeto, sussurrando o meu nome ao meu ouvido. Entre abraços e beijos, levei-a até ao meu quarto. Entre caricias e suspiros, as roupas ficaram espalhadas pelo chão. Entre desejo e entrega, fizemos amor. Depois adormecemos, a sua cabeça no meu ombro e a sua mão no meu peito.
O sol que entrava pelos estores semicerrados acordou-me. Olhei para o lado e encontrei uma cama vazia, uma almofada desocupada. Saí da cama e no chão do quarto não havia roupa espalhada. Entrei na sala e fui recebido apenas pelo Faisca, o meu gato. Preparei uma chávena de café e coloquei-lhe um pouco de açúcar. Abri as janelas da varanda e apoiei-me nas grades, apreciando a bela vista que tinha sobre o rio Tejo e aquela ponte de metal vermelho. Dei um gole no café, inspirei fundo e exalei, pela boca, uma nuvem de vapor quente que contrastava com o frio que se fazia sentir naquela manhã de maio. Olhei para o sol, fechei os olhos e pensei que um dia aquele sonho seria uma realidade.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Aquela saia que dançava..
O balançar daquela saia, preta, às pregas, era hipnotizante.
Nem era bem uma saia, mas um vestido, curto e de verão. Começava nos ombros dela - numas alças com cerca de dois dedos de largura -, prolongava-se - em faixas horizontais brancas e pretas, da largura das alças - pelo seu estreito corpo e terminava a meio das suas coxas, bronzeadas pelo sol.
Era impossivel não olhar, desviar o olhar, deixarmo-nos e querermos ser enebriados pela sua dança.
A música que dava ritmo àquele corpo, àquele vestido, era um rock and roll dos anos 60, muito estilo Chuck Berry, o que proporcionava o movimento de anca certo para que o vestido ondulasse quase até altura proibitivas.
Eu, sentado num banco a pouco metros de distância, rodopiava na mão a terceira taça de vinho. Estava em hipnose completa. Nada do que me diziam me interessava. Ouvia vozes, ouvia risadas, julgo ter ouvido, por duas ou três vezes, chamarem pelo meu nome. Não queria saber disso. Estava completamente vidrado nos movimentos daquela rapariga que dançava no meio da sala, que mesmo rodeada pelo seu grupo de amigos, se destacava .
Estava neste estado há cerca de 5 minutos quando me apercebi que ainda não lhe tinha visto a cara. Apenas os seus cabelos pretos, cobrindo-lhe o pescoço até aos ombros, que dançavam ao mesmo ritmo da sua saia. Fez-me pensar que alma, corpo e material estavam em perfeita sintonia. Ao mesmo tempo, fiquei curioso por ver a sua cara, a expressão do seu rosto, o tamanho do seu sorriso, o brilho dos seus olhos. Foi precisavamente durante esse pensamento que ela rodou sobre as suas sabrinas e ficou virada para mim. Não ficou parada, virada para mim, mas durante o seu rodopio, aquele milésimo de segundo em que ficámos frente a frente, pareceu-me uma eternidade. O tempo parou naquele instante. Parou e consegui ver os seus lábios abertos num sorriso de completa felicidade, o seu nariz pequeno e direito, e os seus olhos, fechados, como se estivesse a saborear um momento só seu e estivesse num universo só dela. E foi isto que me fez sair da hipnose: o sentir-me um intruso no seu mundo, onde tinha entrado sem pedir permissão.
Dei um trago de vinho e voltei ao mundo daqueles que me rodeavam. Ouvi as mesmas histórias, as mesmas piadas, os mesmo queixumes. Ri-me do que já me tinha rido e soube das novidades que já soubera antes. Mas ela não me saía da cabeça. Continuava a observá-la desta vez de forma mais discreta, menos invasiva. Ela estava com o seu grupo, eu estava com o meu. Olhei para o relógio, marcava 02:14. Pensei que estaria quase na hora do pessoal se querer ir embora, que saíria dali sem sequer ver a cor dos olhos dela. Não passaram três minutos até que o seu grupo decidiu ir embora. Ao vê-los em direção à porta, pensei que tinha que fazer algo. Não a podia deixar partir assim. Dei mais um trago de vinho, como se fosse encontrar naquele liquído a coragem necessária para fazer o que queria, levantei-me e, antes dela sair porta fora, interpelei-a:
- Desculpa incomodar, mas tive a noite toda a reparar em ti e não me perdoaria se saísses daqui sem sequer saber o teu nome.
O nome era Carolina; os olhos, pretos e cheios de brilho.
Nem era bem uma saia, mas um vestido, curto e de verão. Começava nos ombros dela - numas alças com cerca de dois dedos de largura -, prolongava-se - em faixas horizontais brancas e pretas, da largura das alças - pelo seu estreito corpo e terminava a meio das suas coxas, bronzeadas pelo sol.
Era impossivel não olhar, desviar o olhar, deixarmo-nos e querermos ser enebriados pela sua dança.
A música que dava ritmo àquele corpo, àquele vestido, era um rock and roll dos anos 60, muito estilo Chuck Berry, o que proporcionava o movimento de anca certo para que o vestido ondulasse quase até altura proibitivas.
Eu, sentado num banco a pouco metros de distância, rodopiava na mão a terceira taça de vinho. Estava em hipnose completa. Nada do que me diziam me interessava. Ouvia vozes, ouvia risadas, julgo ter ouvido, por duas ou três vezes, chamarem pelo meu nome. Não queria saber disso. Estava completamente vidrado nos movimentos daquela rapariga que dançava no meio da sala, que mesmo rodeada pelo seu grupo de amigos, se destacava .
Estava neste estado há cerca de 5 minutos quando me apercebi que ainda não lhe tinha visto a cara. Apenas os seus cabelos pretos, cobrindo-lhe o pescoço até aos ombros, que dançavam ao mesmo ritmo da sua saia. Fez-me pensar que alma, corpo e material estavam em perfeita sintonia. Ao mesmo tempo, fiquei curioso por ver a sua cara, a expressão do seu rosto, o tamanho do seu sorriso, o brilho dos seus olhos. Foi precisavamente durante esse pensamento que ela rodou sobre as suas sabrinas e ficou virada para mim. Não ficou parada, virada para mim, mas durante o seu rodopio, aquele milésimo de segundo em que ficámos frente a frente, pareceu-me uma eternidade. O tempo parou naquele instante. Parou e consegui ver os seus lábios abertos num sorriso de completa felicidade, o seu nariz pequeno e direito, e os seus olhos, fechados, como se estivesse a saborear um momento só seu e estivesse num universo só dela. E foi isto que me fez sair da hipnose: o sentir-me um intruso no seu mundo, onde tinha entrado sem pedir permissão.
Dei um trago de vinho e voltei ao mundo daqueles que me rodeavam. Ouvi as mesmas histórias, as mesmas piadas, os mesmo queixumes. Ri-me do que já me tinha rido e soube das novidades que já soubera antes. Mas ela não me saía da cabeça. Continuava a observá-la desta vez de forma mais discreta, menos invasiva. Ela estava com o seu grupo, eu estava com o meu. Olhei para o relógio, marcava 02:14. Pensei que estaria quase na hora do pessoal se querer ir embora, que saíria dali sem sequer ver a cor dos olhos dela. Não passaram três minutos até que o seu grupo decidiu ir embora. Ao vê-los em direção à porta, pensei que tinha que fazer algo. Não a podia deixar partir assim. Dei mais um trago de vinho, como se fosse encontrar naquele liquído a coragem necessária para fazer o que queria, levantei-me e, antes dela sair porta fora, interpelei-a:
- Desculpa incomodar, mas tive a noite toda a reparar em ti e não me perdoaria se saísses daqui sem sequer saber o teu nome.
O nome era Carolina; os olhos, pretos e cheios de brilho.
domingo, 14 de julho de 2013
Love is timeless - Capitulo I - Cartas
“Querido H,
Desculpa ter ficado tanto tempo sem te contactar, mas ainda não me habituei à mudança. Por aqui o verão é bastante quente, no entanto, acho que mesmo assim prefiro o Verão sufocante de antiga cidade. O asfalto parece que vai derreter, os arranha-céus cintilam à distância quase a roçar nas nuvens, e os ares condicionados exageradamente frios das lojas e dos restaurantes...
Vimo-nos pela última vez na festa de graduação da escola. Desde esse momento, já passaram mais de 6 meses.
Ei, H., ainda te lembras de mim?
Saudações, L.!”
“Olá H.,
Fiquei muito feliz por teres respondido! O Outono e o tempo frio já estão a chegar, e aqui as folhas de outono a cair são lindas. No outro dia, e pela primeira vez este ano, vesti uma camisola de malha. As aulas começam sempre muito cedo pela manhã. Por isso, aproveito a viagem de metro para te escrever esta carta. Cortei o cabelo há pouco tempo. Está tão curto que se veem as minhas orelhas. Se algum dia nos encontrarmos, provavelmente não serás capaz de me reconhecer! Ou conseguirias? Tu também deves estar a mudar, será que eu te reconheceria?
Beijo, L.!”
“Saudações, H.!
Como estás? Por aqui está cada vez mais frio e já nevou uma infinidade de vezes, por isso, tenho que levar roupa bem quente para a escola. Aí ainda não começou a nevar, pois não?
Assustei-me bastante quando soube da tua transferência. Será que nos acostumamos às mudanças de escola por o termos feito tantas vezes? De qualquer modo, essa mudança para C... Desta vez estaremos bem afastados. A distância será tão grande que já não bastará apanhar o comboio para nos encontrarmos… Tal como sempre imaginei... Vai ser um pouco triste. Apesar de tudo, desejo-te o melhor!
Beijo, L.!”
“Olá, H.!
Nem imaginas como estou feliz com a promessa de nos encontrarmos dia 7 de abril. É incrível como já se passou um ano desde a última vez que nos vimos, e, por alguma razão, estou nervosa. Há uma grande cerejeira junto a minha casa. Durante a Primavera, é decerto o lugar mais mágico da cidade, com o chão coberto de milhares de pequenas folhas cor de rosa. “Não seria maravilhoso se pudesse estar com H. até que chegue a Primavera?". Isto é o que penso quase todos os dias.
Seria bom conseguires chegar à estação perto de onde moro, mas como se trata de uma longa viagem, por favor, tem cuidado. Tal como te prometi, estarei na sala de espera da estação às 19h, aguardando a tua chegada.
Beijo de saudade, L.!”
Naquele dia combinado com a L., entrei no comboio ao meio-dia, no preciso momento em que os primeiros flocos de neve se começaram a colar aos vidros.
(continua..)
sexta-feira, 12 de julho de 2013
A ver se se acabam as piadas..
Todos temos aquele colega de trabalho que se acha muito engraçado, ou aquele que se acha o maior, ou aquele que acha que é o que mais trabalha, ou aquele que se faz de coitadinho ou ainda aquele que diz sempre a mesma coisa nas mesmas situações.
E, aqui onde trabalho, há um gajo que diz sempre a mesma coisa quando apanha um gajo a sair da casa de banho: "Epá, cheira aqui mal!" e depois ainda se ri, como se estivesse a fazer a maior descoberta de todos os tempos!
Eu, que sou um gajo que nem devo muito à inteligência, sei que, se uma pessoa tiver ido à casa de banho, há a grande probabilidade de que fique a cheirar mal! Ok, há 50% de probabilidade, mas mesmo assim, numa casa de banho utilizada por 10 homens, mesmo que não se tenha lá ido cagar, no final do dia, paira sempre o certo odor no ar.
Pois que eu hoje, a meio da tarde, tive que ir arrear um real cagalhão, e sim, aquilo ficou ali um cheiro tão intenso, que nem mesmo o spray do cheira-bem estava a ajudar muito, pelo contrário, tornava o cheiro ainda mais insuportável. E quando estava a lavar as mãos, entra o tal gajo, que, como seria de esperar disse: "Epá, hoje cheira aqui mesmo mal! Tás podre ou quê?", e depois dá uma gargalhada e entra na casa de banho onde eu tinha estado.
E esta situação deixou-me pior que estragado (mais do que aquilo que devo estar internamente) e decidi que me vou vingar deste atrasado mental! No domingo à tarde, venho até à empresa, vou ao gabinete dele e vou arrear o calhau mesmo debaixo da secretária dele! Pode ser que, quando ele chegar na segunda -feira, se acabem as piadas e que ele perceba que é preferível cheirar mal nos sítios certos do que no gabinete dele!
E, aqui onde trabalho, há um gajo que diz sempre a mesma coisa quando apanha um gajo a sair da casa de banho: "Epá, cheira aqui mal!" e depois ainda se ri, como se estivesse a fazer a maior descoberta de todos os tempos!
Eu, que sou um gajo que nem devo muito à inteligência, sei que, se uma pessoa tiver ido à casa de banho, há a grande probabilidade de que fique a cheirar mal! Ok, há 50% de probabilidade, mas mesmo assim, numa casa de banho utilizada por 10 homens, mesmo que não se tenha lá ido cagar, no final do dia, paira sempre o certo odor no ar.
Pois que eu hoje, a meio da tarde, tive que ir arrear um real cagalhão, e sim, aquilo ficou ali um cheiro tão intenso, que nem mesmo o spray do cheira-bem estava a ajudar muito, pelo contrário, tornava o cheiro ainda mais insuportável. E quando estava a lavar as mãos, entra o tal gajo, que, como seria de esperar disse: "Epá, hoje cheira aqui mesmo mal! Tás podre ou quê?", e depois dá uma gargalhada e entra na casa de banho onde eu tinha estado.
E esta situação deixou-me pior que estragado (mais do que aquilo que devo estar internamente) e decidi que me vou vingar deste atrasado mental! No domingo à tarde, venho até à empresa, vou ao gabinete dele e vou arrear o calhau mesmo debaixo da secretária dele! Pode ser que, quando ele chegar na segunda -feira, se acabem as piadas e que ele perceba que é preferível cheirar mal nos sítios certos do que no gabinete dele!
Conseguisse eu voar, e era isto que lhe fazia!
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