Eu podia vir para aqui dizer que o fim de semana foi muito bom, que a corrida das Fogueiras, realizada em Peniche, foi das provas mais bonitas que fiz até hoje, que fiz praia pela primeira vez este ano, que escaldei o nariz, que vi muita gaja gorda com bikinis demasiado reduzidos, que não percebo o motivo por que os homens ou usam tangas ou calções abaixo do joelho ou ainda, a quantidade de gajos com menos pelo que as gajas que andam por aí. Podia. Mas eu sei que isto não vos interessa para nada e que o que vos vai na cabeça é só uma pergunta: "Mas oh Mustache, tu, este fim de semana, pinaste?". E respondo: pinei! Pinei, e gostei! Aliás, passei a tarde de domingo a fazê-lo. Assim que ela me sugeriu que podiamos ir dar uma volta para ver as grutas nas encostas, fiquei logo a pensar que o que eu queria mesmo era explorar-lhe a gruta. E foi sex on the beach, sex on the rocks, sex on the sand, e só não foi sex on the water porque diz que estraga o preservativo.
Mas vamos por partes, que isto convém saberem como é que a coisa se deu. Fiquei hospedado no hostel, e durante o tempo que lá estive no sábado, antes da corrida, reparei num grupo de raparigas que também lá estava. Houve logo uma que me despertou a atenção e fez correr o sangue para outros sítios. Depois da corrida e da sardinhada, o pessoal com quem fui foi-se deitar e eu, como não tinha sono e precisava usar as internets, fui para a sala de estar. Passado algum tempo de lá estar, entram 3 meninas do tal grupo e sentam-se no sofá ali perto. Após alguns sussurros e risinhos entre elas, lá houve uma que meteu conversa comigo, a perguntar se tinha ido à corrida. Conversa puxa conversa, e passado 30minutos já estava a ser combinado amanha irmos todos para a praia logo de manha, aah e tal já tinha combinado ir fazer umas cenas com os outros dois, mas que podemo-nos encontrar no hostel há hora de almoço. Entretanto a conversa era quase só entre mim e uma delas, as outras acharam por bem irem para os quartos e deixarem-nos mais à vontade. Conversámos durante mais cerca de 40 minutos, e decidimos que amanha iriamos os dois dar umas voltas de bicicleta para ver as vistas. Foi quando ela falou nas grutas, e eu tive aquele pensamento pecaminoso.
No outro dia, há hora marcada, lá estávamos nos a pegar nas bicicletas e a metermo-nos ao caminho. O primeiro sitio onde fomos não tinha grutas, mas era de difícil acesso, o que de alguma forma ajudou aos primeiros contactos físicos, com as minhas mãozinhas marotas a agarrar-lhe a anca para ajuda-la a subir e a descer. Um velhote lá nos disse que mais para a outra zona é que havia muitas grutas e para lá nos dirigimos. Quando lá chegámos, descemos pelas escadas feitas na rocha, entrámos na gruta e ainda antes de ela terminar de dizer que dali se via muito bem os peixes, já eu lhe estava a dar um linguado e a mão dela no meu peixe-espada. Pinar nas grutas é bom, embora faça muito eco, o que faz com que todos os barulhos se ouçam repetidas vezes. Ouvi tanto gemido que se fechasse os olhos, conseguia imaginar que estava a participar numa verdadeira orgia. A coisa menos boa de pinar nas grutas é que às vezes é difícil arranjar posição e temos as rochas a espetarem-se nas nossas costas. Depois dessa pinocada, seguimos viagem, afinal ainda tínhamos muitas mais grutas para visitar.
De seguida fomos até um sitio com um nome engraçado. Tromba. E eu imaginei-a logo a tocar no meu trombone. Descemos, e se bem que esta gruta estava mais exposta, lá começámos nos beijos e amassos. Já ela ia a meio de uma valsa de Chopin e eu a largar dós sustenidos, quando ouvimos pessoas a chegarem e tivemos que interromper a música. Saímos dali, ainda comigo a andar curvado a tentar esconder o volume do cachalote. Seguimos até ao Ouvido do Mar, um sitio de muito difícil acesso, por isso se conseguíssemos chegar lá abaixo, estaríamos à vontade. Conseguimos, ou porque somos bons alpinistas ou porque a vontade de pinar era muita. Sitio impecável e lindo. Uma gruta à beira mar, com o chão em areia e rochas à volta. Bastante comprida para ninguém nos ver. Passei-lhe logo o isco para as mãos e apercebi-me que ela percebia da coisa, quando a vi a molhá-lo para mais facilmente entrar na toca do choco. Pinar na areia é muito melhor que nas rochas. A areia ajusta-se ao corpo e não magoa nada. Tivemos ali tanto tempo, que só quando a água nos começou a chegar aos pés é que vimos que tínhamos que ir embora, sob o risco de sermos comida para peixinho. Até chegarmos ao Cabo Carvoeiro demorámos imenso, porque ela já não se conseguia sentar e tivemos que ir a pé e levar as bicicletas pela mão. Lá, a única coisa que podemos aproveitar foi mesmo a vista para as Berlengas. Voltámos para o hostel, entregámos as bicicletas e fomos até ao meu quarto para trocarmos os números de telemóvel. Escusado será dizer que não fiquei com o numero dela, mas que ela há muito tempo que não via uma antena tão grande. E eu tenho um iPhone.
Lá decidimos que era hora de ir ter com o resto do pessoal à praia e metemo-nos ao caminho. Demos uns bons mergulhos que a água estava boa, as ondas a picarem e os corpos a escaldar. Ainda senti, umas quantas vezes, o que pensei serem algas a envolverem a minha sardinha, mas isso só acontecia quando ela estava por perto e com as mãos debaixo de água, e como não vi alforrecas por ali, não me preocupei.
Em suma, foi um daqueles fins de semana que nos deixam tristes por durarem só dois dias, mas que acabam por ser melhores do que nada, e o verão ainda agora começou! Que venham mais destes.