quarta-feira, 5 de junho de 2013

Coisas que me alegram..

Para que não pensem que só odeio coisas, que sou um gajo rancoroso e de mal com a vida, que só estou bem a dizer mal disto e daquilo, hoje vou falar sobre coisas que me alegram.
Sim, porque eu também gosto de sorrir e o que não falta por ai são coisas que me deixam realmente feliz! Umas são coisas grandes, outras são coisas pequenas e ainda há as coisas "alto e baixo"!

Ora, por coisas grandes refiro-me a gordos; por coisas pequenas refiro-me a anões; por coisas "alto e baixo" refiro-me a coxos!

Adoro, mas adoro mesmo ver um gordo, principalmente em 3 situações: quando estão a tentar correr, quando estão a cair e quando estão a enfardar comida. Vê-los a correr é giro pelas caras de esforço que fazem, pelas banhas a saltarem, por transpirarem que nem mulas e porque parecem elefantes bebés, acabados de nascer, a tentarem andar pela primeira vez. É por isto que gosto tanto de participar em corridas, e ver os gordos e as gordas que por lá andam, que, no espaço em que percorrem até à linha de partida, já têm o rabo todo suado! Vê-los a cair também é giro devido ao efeito que provocam. Uma pessoa normal, cai e fica ali, com azar, arrasta-se um pouco pelo chão. Mas um gordo, não! Embate no chão, volta a subir, volta a bater no chão e se for preciso, repete isto ainda mais uma vez. Um gordo durante a queda, transforma-se numa bola saltitona. E depois, é ainda possível ver as banhas a movimentarem-se de acordo com as ondas de propagação, originadas pela queda. Vê-los a comer é tão mais giro, quanto mais gordos forem, e quanto mais a comida for porcaria. Adoro ir ao McDonald's e ver bardajonas, de corpo anafado, debruçadas sobre a mesa, a empurrarem com os seus dedinhos pequenos e gordos o hambúrguer para dentro da boca, enquanto o espaço entre as mamas e a barriga, devora a mesa.

Os anões alegram-me porque parecem crianças mas com fisionomia de adulto e membros de bebé. E normalmente têm a cabeça desproporcional ao tamanho do corpo, o que lhes dá um ar de gigantone, mas em miniatura. Ou daqueles bonecos para se metem no tablier do carro, que abanam a cabeça ao ritmo da estrada. Há algum tempo, vi uma cena, logo pela manhã, que alegrou o meu dia até à noite! Vi uma anã, com meia sandes na mão e a passear um Yorkshire! Aquela visão de tudo a metade do tamanho, foi quase tão boa como ver um belo par de tetos! E quem é que não viu a anã que foi ao programa da SIC, aquele dos mergulhos? Para quem não viu, eu conto o ponto alto do programa para mim. Era quando, após um concorrente dar um mergulho e ir ter com os outros, e todos se estavam a abraçar, ver a anã a agarrar-se às pernas deles todos, qual formiga tonta, a tentar encontrar encontrar sitio por onde trepar.

Os coxos fazem-me lembrar aqueles cães que estão o dia todo a saltar, para conseguirem ver o que se passa do outro lado da cerca. Ver um gajo a mancar, é engraçado porque conseguimos imaginar aquelas cenas dos filmes, nas praias, em que o casal corre na direção um do outro, dando pequenos saltos. Assim são os coxos, pequenos saltitões que andam pela rua, sem sabermos muito bem o motivo da sua felicidade. Depois há os que não gostam que as pessoas saibam que são coxos, e é vê-los a andar com um pé na estrada e outro no passeio! Mas mais do que tudo, alegram-me pela mensagem que transmitem: apesar da vida deles ser feita de altos e baixos, eles não param e seguem em frente!


O meu maior sonho? Ver um anão gordo e a mancar, a entrar num McDonald's!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Diz (a Calvin) que escrevo muito..

A Calvin fez-me um desafio para escrever um post pequeno, mas não o consegui superar, porque no final deste texto, e depois de todas contadas, eu escrevi trinta e uma palavras.

O Mustache explica os homens..

Vocês sabem como é, certo? Rapaz conhece rapariga, conhecem-se melhor durante um tempo, passam tempo juntos. Fazem coisas divertidas um com o outro - ir ao cinema, passear, concertos. O rapaz convida a rapariga para as suas festas. Ele ouve os seus problemas. Ele faz isto tudo porque não a vê apenas como uma amiga.
É então que, chega aquele fatidico momento em que ela descobre que durante todo aquele tempo, ele a estava a ver como uma potencial namorada. E se a rapariga o rejeitar, ele pode nunca mais lhe voltar a falar.

Isto acontece-nos repetidamente. Começamos a dar-nos com uma rapariga, e por tudo o que eu já passámos no passado, começamos a pensar que ela realmente está interessada em nós e que gosta da nossa pessoa. É então que a convidamos para um encontro.

Ela diz que gosta muito nossa da companhia , que valoriza muito a nossa amizade. Ela diz que realmente quer ser nossa amiga e continuar a estar numa boa a falar sobre os nossos livros favoritos ou a explorar novos restaurantes ou a gozar com as pessoas que passam enquanto estamos sentados num banco de jardim. Mas nós começamos a rejeitá-las. A não atender as chamadas nem a responder às mensagens. Se havia alguma coisa combinada, antes daquele fatidico incidente, estes planos acabam por, misteriosamente, não se concretizar. Depois, quando nos encontramos com ela num qualquer evento social, as conversas são esquisitas e constrangedoras. Isto acontece porque, no momento em que conhecemos uma rapariga, a colocamos imediatamente como possivel namorada, e não a conseguimos ver como material para amizade.

E ela vai dizer que é injusto e que não compreende, que é uma rapariga simpática, que tem muito a oferecer como amiga, como não ser ciumenta nem nada dessas coisas. Mas nós, homens, não queremos ser apenas amigos de raparigas como ela. Não o conseguimos evitar. É a forma como fomos fabricados, biológicamente. A Evolução condicionou o cérebro do homem, já desde os primórdios dos tempos, a procurar raparigas para acasalar, e a criar laços de amizade com os outros homens, com quem iam caçar mamutes. É verdade! Eu sei disto, porque estudei estas coisas no secundário.

Isto levanta muitas questõs às mulheres. Devem, as mulheres, tentar juntar-se ao grupo dos caçadores de mamutes, numa tentiva de serem vistas como uma amiga pelo cérebro limitado dos homens? Devem continuar a ser amigas dos homens, mas evitar que eles tentem alguma coisa, baixando-lhe a auto-estima a pouco e pouco? Ou devem desistir destes seres manipuladores, sacanas com duas caras que jogam estes joguinhos distorcidos, de uma vez por todas?

Esperemos que não. Quer dizer, a maioria de nós gostaria de uma dia conseguir ter uma amizade pura e simples com uma rapariga, mas é dificil que elas confiem em nós e nos respeitem, quando não lhes dizemos o que realmente queremos dizer.
E a grande verdade é que nunca sabemos quando é que vamos relegar, imediatamente, a rapariga para o pedestral de possivel namorada.


domingo, 2 de junho de 2013

Acerca da noite..

Eu já sabia que a noite prometia, que ia ser daquelas em que tudo pode acontecer, daquelas que o mais provável é termos que cancelar tudo o que se tinha combinado para domingo.. E a noite de ontem não foi exceção!  Mas vamos por partes..

Decidi dar só uma ligeira arrumação no quarto, esconder umas coisas para dentro do guarda-fatos, outras para debaixo da cama, só para o caso de ter sorte! Ao não ser uma arrumação completa, talvez conseguisse "enganar" o universo. Depois da banhoca, de vestir a roupa nova, ajeitar a barba, meti-me no carro e lá fui eu para a festa. Fui a pensar que seria dos últimos a chegar, mas toda a gente se atrasou, e fui eu o primeiro a chegar. O que teve o seu lado bom, fiquei a receber as pessoas, enquanto iam chegando umas a seguir às outras. Conversa para aqui, conversa para ali, até que o meu olhar se prende num vulto que vinha lá ao fundo. Uma mulher, com um vestido de primavera, cabelos soltos ao sabor do vento, uma pequena mala ao ombro, um corpo que parecia ter sido esculpido pelos melhores artesãos do mundo, caminhava elegantemente na nossa direção. Há medida que se ia aproximando, consegui ver-lhe a fisionomia, uns olhos verdes enormes, uns lábios carnudos pintados de vermelho, o cabelo castanho claro e a pele com um tom de quem já aproveitou uns dias de sol, e vi que também os olhos dela se tinham fixado nos meus.
Não nos conheciamos, fomos apresentados, e sabiamos que tinhamos uma noite pela frente para nos conhecermos melhor.

Como a festa era num espaço alugado, o número de pessoas era restrito, e assim, era fácil estar em constante conversa com quem se queria. Depois da música começar a tocar, enquanto o cozinheiro preparava as entradas e os pratos principais, decidi abrir uma garrafa de vinho, tinto alentejano, de Arraiolos, e prontamente ofereci um copo à M. (vamos-lhe chamar assim), que de bom grado aceitou.
A conversa fluiu naturalmente, com pequenas risadas e olhares que me deixaram perceber que o interesse não era só da minha parte. A comida está finalmente pronta e na altura de me sentar à mesa, pensei em ser audaz e não me sentar ao lado dela, sabendo que com isso podia deitar tudo a perder, mas ficando perto o suficiente para podermos conversar, E a verdade é que foi a melhor decisão. Entre conversas paralelas, entre música de fundo, entre copos a brindarem, entre gargalhadas, dentro deste universo, existia um outro universo, o meu e o dela. Os olhares tornaram-se demasiado intensos, os sorrisos demasiado cúmplices, o desejo demasiado palpável. Depois da refeição, quando toda a gente se começou a levantar e a dispersar um pouco pelo espaço, fomo-nos sentar num sofá, acompanhados de um copo de vinho. Se nos podiamos ter sentado mais afastados, podiamos, mas de que outra forma poderiamos sentir o calor do corpo do outro? Falámos, rimos, ficámos em silêncio, disse-lhe "Desculpa-me toda a honestidade, mas és sem dúvida, a mulher mais linda que eu já tive o prazer de conhecer.", e vi-a corar ao desviar o olhar do meu e a fixá-lo na ponta dos seus sapatos. Quando voltou a olhar para mim, não lhe disse nada e apenas a beijei. Beijei-a calmamente, mas com volupia, e ela devolveu o beijo da mesma forma.
Passos e vozes! Alguém vem aí. Separamo-nos um pouco e fomos rodeados pelas outras pessoas, que se foram sentando por ali. Aproveitamos a oportunidade para nos juntarmos mais, com a desculpa de mais pessoas se sentarem.

Uma e meia da madrugada, hora de se ir para outro local. Quantos somos, quem já bebeu, quem pode conduzir, quantos carros levamos? As perguntas habituais. Levamos 4 carros? Mas assim sobram duas pessoas. "Não faz mal" - digo eu - "posso levar o meu e a M. vai comigo.". Entrámos no carro e segui um caminho que não o para o sitio combinado por todos. Ela apercebeu-se disso, olhou para mim e sorriu. Sabiamos que não podiamos perder mais tempo, sabiamos que já não queriamos a companhia de muitas pessoas, sabiamos que queriamos o nosso espaço, o nosso tempo, os nossos corpos nús em contacto um com o outro. Conduzi até minha casa, pensando que tinha enganado o universo. Subimos, entrámos em casa, corremos para o quarto. Se ela reparou em alguma desarrumação, não o disse, simplesmente agarrou-se a mim até cairmos para cima da cama. Entre beijos e caricias, começamos a tirar lentamente a roupa um do outro. Quando lhe tirei o vestido, tive que contemplar o seu corpo durante algum tempo. Era perfeito! A cor da sua pele fazia um contraste perfeito com a lingerie preta, a cintura era estreira, os seios do tamanho certo para o seu corpo. Já estávamos completamente nús quando meto a mão à gaveta e entro e pânico: não tinha preservativos! Como é que eu me fui esquecer de uma coisa destas? Ao ver a minha expressão, ela perguntou o que se passava, e quando lho disse, vi a sua expressão de tristeza. Rapidamente lhe disse que ia à rua comprar e que ela podia ficar ali, ao que ela me disse "Não vale a pena.."
Pensei logo que afinal o universo sempre tinha levado a melhor sobre mim de novo, mas então ela terminou a frase "... eu vou contigo, que no caminho para minha casa, passamos por uma farmácia."

Assim foi. E na casa dela, não fizemos amor.. Nós dançamos ao som de harpas tocados por eunucos, os corpos estavam numa sintonia tal que pareciamos amantes de longa data. Percorremos cada milimetro do corpo de cada um, sem medos e sem tabús. Demos prazer um ao outro, de forma intensa e prolongada. Pouco depois das 7h da manhã, adormecemos, a cabeça dela no meu peito, as pernas entrelaçadas, os seios dela contra o meu corpo e eu a envolvê-la nos meus braços.

Às 8h, o meu telemóvel toca, era o meu irmão. Queria saber onde é que eu andava, pois tinhamos uma prova daí a 2horas, da qual nunca mais me lembrei. Não atendi, apenas enviei mensagem a dizer que não podia ir e a pedir desculpa. Ela acordou, beijou-me o peito, o pescoço, os lábios, e recomeçamos onde tinhamos ficado durante a madrugada.


Agora, ou aconteceu isto, ou apanhei uma enorme bebedeira, fiquei a dormir na rua, e fui acordado por um cão que estava a fazer o amor com a minha perna! Vocês decidem!


sábado, 1 de junho de 2013

Dilemas..

Eu sou aquele tipo de pessoa a quem acontece uma coisa muito curiosa: acontece-me sempre precisamente o oposto daquilo que eu penso que vai acontecer! E muitas vezes, assim que o penso numa coisa boa, já sei que vai dar cocó!

Há duas horas, precisei sair de casa. Fui à janela para ver como estava o tempo e se não estava nunhum carro a bloquear o meu. Estava bom tempo e o meu carro livre.. Faço umas coisinhas que me faltavam fazer, desço as escadas, e quando chego ao carro, já este tinha uma carrinha atravessada à minha frente! Sabia de quem era, não sabia onde essa pessoa morava. Perguntei no café e lá me indicaram onde ele vive. Fui bater à porta, demorou 7mins a abri-la e ainda vinha a abotoar as calças! Tratando-se de um senhor de idade, não o imaginei a dar um pirafe a meio da tarde, por isso, ou estava a cagar ou a dormir a sesta! De qualquer das formas, fico feliz por tê-lo interrompido, para que da próxima vez estacione como deve ser! Aliás, ficarei ainda mais feliz se lhe interrompi a ereção mensal! Pode ser que assim aprenda mesmo!

Com isto atrasei-me e atrasei a pessoa que estava à minha espera. Mas isto é sempre assim: eu imagino uma coisa, acontece o oposto!
Penso que vou ganhar o milhões, não acerto nada; penso que não vou ganhar nada, ganho o segundo prémio.
Penso que posso tirar os calções da praia porque vai estar bom tempo, volta a chuva!
Penso que as gajas vão todas olhar para mim e desejarem-me, e sou ignorado; penso que vou ser ignorado, e sou ignorado! (É aqui que o universo se mostra realmente um sacana, a abrir uma exceção à regra.)

Ora, hoje, estou com um dilema.
Vou a uma festa, com gente bonita e importante e meninas solteiras e essas coisas todas.
Felizmente os meus óculos novos chegaram a tempo, já fui comprar a roupa para levar, já tomei uma banhoca, essas coisas todas, que me fazem estar pronto para espalhar charme. Quem sabe, se a meio da noite, não consigo ter alguma sorte e trazer uma dessas meninas para casa comigo.
Tudo bem até aqui, mas o meu quarto está uma autêntica revolução! Parece que entrou aqui o monstro da Tazmânia, e tirou tudo do sitio! É roupa pelo chão, toalhas nas portas, algemas a sairem da gaveta, papeis espalhados por todo o lado, sex-toys em cima da mesinha, sapatos no meio no meio do quarto, máscaras de bondage aos pés da cama, enfim, um local onde se trouxer uma jovem, corro o risco de ela achar que não sei viver em condições, e que sou um pervert.

E o problema, ou o meu dilema, está mesmo aqui, na desarrumação do quarto! E pensam vocês: "É fácil oh Mustache, arrumas isso antes de saires de casa, e assunto resolvido! Sempre a fazer dramas, o raio do Mustache!", ao que eu vos respondo: "Vocês leram com atenção o que escrevi acima?".
É que se eu arrumar o quarto com a expectativa de trazer para casa uma menina, já sei que isso NÃO vai acontecer; se não arrumar o quarto e até, quem sabe, traga companhia para casa, corro o risco de ela querer ir embora por causa da desarrumação!

Por isso, o que faço? Arrumo o quarto e volto sozinho para casa, ou não arrumo nada, e espero que ela não se incomode muito com o estado de sitio?

aaaaah decisions, decisions...