domingo, 12 de maio de 2013

Odeio hipermercados - Parte III

Há quem tenha os melhores fins de semana, todos os fins de semana, com muitas festas loucas, muita praia, muito sexo, muita diversão, etc e tal.. Mas eu cá acho que isto só é possivel porque não têm que se preocupar com uma coisa que para mim, é das maiores torturas que existem... sim, é isso mesmo que estão a pensar (como se o titulo do post não desse logo para adivinhar): ir às compras ao hipermercado. Sempre que lá vou, arranjo mais motivos de ódio e que me tiram toda e qualquer vontade de lá voltar a por os pés!

Como eu sou gajo solteiro, livre, giro e simpático (ok, isto era desnecessário dizer, mas sempre ouvi dizer que quem não berra, não mama..) e como não tenho a mãezinha para me ir comprar as coisas, lá tenho eu que ir, de vez em quando, áquele espaço que me deixa à beira do suicidio.

Eu quando lá vou, sou muito especifico naquilo que quero, levo lista e tudo, para não andar por lá perdido à procura das coisas e a pensar no que preciso. E gosto de chegar ao sitio das coisas, estender o braço, e agarrar nelas sem ter que pensar muito se estou a fazer bem ou mal, ou a melhor ou pior compra. E o que tem acontecido ultimamente é que tudo está em promoção; tudo tem uma etiqueta a avisar para aproveitar já; tudo com desconto em cartão (mas eu nem sequer vou levar cartão!!); que posso levar 4 iogurtes e só pagar 2, mas que tenho de ir comprar uma saca de pão e conseguir dar uma cambalhota e levar as compras todas enquanto faço o pino.. E isto deixa-me sem saber o que fazer! Até porque depois, se um gajo fizer as contas, está a ser enganado! E quando não nos enganam, estão a tentar fazer-nos passar por estúpidos que nem sabem fazer contas! Exemplo: o produto individual custa x, mas se levar o pack de 3 paga y. E uma pessoa até pensa que vai poupar ali qualquer coisa, mas o produto individual custa 1€, e o pack de 3 custa 3€! Onde é que está aqui o ganho ou a vantagem de levar a mais do que aquilo que eu preciso? Estas coisas irritam-me a sério!

Outra coisa que me irrita, são aquelas banquinhas, no meio dos corredores, onde está alguém a tentar chamar as pessoas para experimentarem uma massa nova, ou umas fraldas ou uns biscoitos de cão. Eu gosto de andar à minha vontade, perdido nos meus pensamentos, esquecer o sitio onde estou, fazer as minhas compras e sair dali o mais rápido possivel. Logo, o que menos quero é que alguém interrompa o meu estado zen, necessário à minha sobrevivência, e que me traga de volta à dura realidade, ainda para mais com coisas que claramente eu não preciso!
Como chegaram os dias de mais calor, um gajo tem tendência a transpirar mais, e como consequência disso, já tenho que tomar 3 banhos por semana e usar desodorizante todos os dias. Como o meu já se tinha acabado, fui à zona dos produtos de higiene e quando estava a escolher um, entre os 153 tipos de desodorizante diferentes que lá havia, aparece uma jovem que me interpelou e me perguntou se eu estava interessado nas novas giletes da Gillette, com 7 lâminas e pega em carbono. Eu, depois de sair do meu mundo zen, olhei para a jovem, mostrei o meu mais simpático sorriso, rodei a cabeça para ela ver bem que eu tenho uma barba com 10cms de comprimento e disse-lhe: "Por acaso não estou interessado, mas se também estiver a mostrar tesouras de poda, sou todo ouvidos!".. Ela riu-se, disse obrigada e foi chatear outras pessoas, eu alinhei os chakras e continuei a escolher o desodorizante.

Sei que da última vez que falei sobre este assunto, até fui meiguinho para com as pessoas que estão na caixa, mas hoje é um novo dia, e como tal, não vou perdoar. Sempre, mas sempre que vou pagar, os funcionários da caixa fazem-me SEMPRE a mesma pergunta: "Tem cartão?", ao que eu respondo que não tenho. E como eu vou sempre ao Continente, dar uma resposta negativa é levar com uma carrada de perguntas logo a seguir!

Funcionária: Tem cartão Continente?
Eu: Não, não tenho.
Funcionária: E não está interessado em ter?
Eu: Não, não estou.
Funcionária: Mas sabe as vantagens que oferecemos?
Eu: Não, mas tamb..
Funcionária: Tem descontos imediatos, aculuma valor em cartão..
Eu: Sim, mas não estou interes...
Funcionária: E agora também descontos em combústiveis, descontos nos ginásios..

E a vontade que eu tenho é de gritar, saltar para o outro lado, agarrar na cabeça da funcionária e passa-la pela máquina que faz bip bip até aquela merda estar assada de lá tanto passar a testa!! Eu já disse que não tenho nem quero cartão! Não insistam e deixem-me, por favor, ir para casa!

sábado, 11 de maio de 2013

Pilosidades - Take II

No outro dia vim até aqui com um tema que me parece que suscitou muita alguma curiosidade e interesse nas pessoas que até por aqui passam.. Quando me lembrei de falar sobre pilosidades faciais.
E se o outro tema era virado para as senhoras, hoje é virado para os senhores! E se o outro tema era sobre mulheres que não têm mas deviam ter, hoje é sobre homens que não têm mas deviam ter. Sim, leram bem. Parece a mesma coisa, mas não é, e já vão perceber porquê.

Estava em amena cavaqueira com o pessoal da minha turma, quando surgiu o tema de sempre: aaah e tal oh Eduardo, já tiravas essa barba nojenta.. aah e tal, um gajo sem barba é que é!.. aah e tal, gajo que é gajo não tem pelos em lado nenhum..
E aqui eu tive que meter um travão na conversa!

Eu: Gajo que é gajo não tem pelos em lado nenhum?
4 Gajas: Sim! Têm que tirar tudo!
Eu: Mesmo os cabelos do peito?
4 Gajas: Claro! E das costas, e das pernas, e das bolinhas..

Obviamente que fiquei de boca aberta com aquela conversa, e mais fiquei quando há medida que iam chegando gajos, e lhes perguntava a opinião deles sobre o assunto, eles me respondiam que yah, eu também tiro os pelos do peito..

Eu não sou um gajo com muitos pelos no peito, é verdade, mas mesmo a serem poucos, não os vou tirar, e acho que me ficam bem! Tenho até pena de não ser como o Austin Powers, com um peito que ostenta poder! Mas isto levou-me a pensar que as coisas já não são nada como eram dantes, e que isto anda tudo trocado! Se dantes as mulheres deliravam com um homem com um peito farto em pelos, para poderem entrelaçar lá os dedos, para os puxarem nos momentos de maior paixão, para os usarem como almofada quando dormiam com as cabeças no peito dos seus amados, hoje em dia, as gajas querem é peitos rapados e de preferência a laser! E os homens, nesta necessidade louca de quererem agradar às mulheres, até se esquecem que é a sua própria virilidade que está em jogo! Eu sou da opinião que "homem que é homem, tem pelos no peito!", ponto!. Pode até os tirar de outros sitios, localizados mais a sul, por uma questão de higiene (mas nunca usando uma gilete, a não ser que queiram ficar sem as sementes de sesamo), mas do peito, NUNCA!!

Para mim, um gajo que tire os pelos do peito, só o consigo comparar a um Ken! E acho que toda a gente sabe o que é que o Ken também não tem, para além de pelos no corpo.. Sim, isso mesmo! O Ken não tem pila!

Agora gostava de saber a vossa opinião, pessoas giras e lindas que por aqui passam, sobre este assunto.
Deve um homem tirar os pelos do peito? Ou isto é apenas mais uma daquelas modernices que provam que a humanidade está a ir por caminhos muito errados? E tu que és homem, tiras ou ostentas com orgulho um peito com pilosidades? E tu que és mulher, como é que preferes ver o peito de um homem?

Tão a ver?! Sem pelos e sem pila!!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Apocalipse..

Há coisas que merecem ser faladas, coisas importantes e que podem mudar a vida de muitas pessoas.
Há coisas que teem mesmo que ser debatidas para não cairem em esquecimento, pois isso poderá ser o inicio do fim.
Mas eu não sei que coisas são essas, e por isso vou falar de outra coisa qualquer. E nada melhor do que falar daquilo que eu aprendi com muitos anos a ver documentários sobre o apocalipse, mais concretamente, sobre zombies! Porque a malta pensa que "aaah e tal, isso é só coisas de filmes, nunca vai acontecer e coiso", mas também nunca ninguém esperou que o Castelo Branco pudesse ficar mais gaja, e é o que se vê a cada dia que passa (Mas atenção, sou grande amigo do White Castle e ele sabe que só digo isto a brincar!). Portanto, vou partilhar convosco algumas coisitas que vos podem ser úteis, salvar a vida e ainda algumas curiosidades, que isto nunca se sabe o dia de amanhã.

A primeira coisa que tens que evitar é seres preto! Eu não quero aqui criar problemas com ninguém, e respeito quase todas as pessoas de quase modo igual, mas um gajo ser preto em alturas de apocalipse é sempre mau. São sempre os primeiros a morrer ou a serem apanhados ou a serem deixados para trás ou a serem sacrificados. Eu ando a seguir um documentário, baseado em factos reais, que se chama "The Walking Dead", que relata a vida de algumas pessoas que estavam num país onde houve um ataque de zombies. Nesse grupo havia um preto, que até era boa pessoa e tava sempre a ajudar e era calmo, e o gajo nem foi dos primeiros a morrer, mas lá acabou por ser apanhado e ainda por cima a salvar uma gaja, que eu acho que até era uma beca racista. Depois foram aparecendo mais pessoas, onde vinham mais pretos, e eram sempre estes que morriam. Por isso já sabes, se fores branco estás safo enquanto houver um preto no grupo.

Uma coisa com que não te precisas de preocupar é com comida e bebida. Em todos os documentários que vi, encontravam sempre um supermercado ou uma loja com as estantes repletas de comida. E uma coisa que eu não sabia é que, durante os apocalipses, as comidas deixam de ter data de validade. Ficam boas para sempre. Passe o tempo que passar, vão estar sempre comestiveis e em alguns casos, até aparecem tipo geração espontânea.

Também não precisas de te preocupar com a tua barba ou o teu cabelo, pois mais uma vez, o apocalipse tem efeitos inesperados, neste caso, nas pessoas. Tanto a barba como o cabelo deixam de crescer. É verdade. Acaba-se aquele momento chato, em que ao acordares, tens que agarrar na gilete para a tirares, arruinando a tua pele de bébe. Mas se tiveres a barba grande, também não te preocupes, porque nunca mais vais precisar de lhe dar umas tesouradas ou penteares, pois esta vai estar impecável como tu nunca a tiveste antes. Se fores gaja, não te preocupes, que nunca mais terás que depilar pernas e sovacos e virilhas e buço e sobrancelhas, pois pelos é coisa que desaparece do teu corpo. E claro, também afecta a higiene! Podes ter que passar semanas a fio no meio da floresta, sem pasta de dentes ou shampô, mas descansa que vais continuar a ter os dentes branquinhos e o cabelo sem pingo de oleosidade a escorrer-te pela testa.

Outra coisa totalmente diferente dos dias de hoje é que, na eventualidade de encontrares um carro ou uma mota, não te preocupes porque o combustivel que ele tiver, durará para o resto da tua viagem. Não é como agora em que vou lá meter 50aéreos e assim que saio da bomba de gasolina, já tá na reserva de novo!
E vá-se lá saber porquê, todos os animais desaparecem da face da terra. Acabam-se as vacas, cães, gatos, pássaros, macacos e por aí fora, o que obviamente é muito chato para nós, porque se os zombies se alimentam de carne, e como não se comem uns aos outros, só lhes resta mesmo irem atrás dos humanos. E este é o nosso maior problema, transformarmo-nos em zombie. Tu não vais querer isso. Deve ser completamente horrivel. Quantas vezes achas que os zombies fazem sexo? Nunca. Porque as suas pilinhas e os seus pipis estão podres e mal adaptados para a tarefa. Isto é péssimo. Por isso, faz de tudo para que não te agarrarem, mesmo que para isso tenhas que passar uma resteira ao teu amigo preto.

Acho que isto vos dá uma ideia do que seria o mundo numa situação de apocalipse. Mas pensa lá comigo: agora que leste isto tudo, tirando a parte chata dos zombies que comem as pessoas, um apocalipse até é uma coisa boa!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

The Inner Me..

Vocês não sei, mas eu cá estou farto de ver aqueles programas e livros e palestas, que têm o objetivo principal, a pessoa conhecer-se a ela própria e o que foi noutra vida e o raio que os parta! Porquê? Porque não é preciso ser muito esperto para saber que aquilo é das maiores intrujices que por aí andam! Mesmo antes do programa, ou do livro, ou do gajo da palestra chegar sequer a meio, já sabemos que, na nossa vida passada, fomos um rei, ou um guerreiro, ou um descobridor, ou uma pessoa influente ou um gajo rico!

É só por isto, se pode ver que é tudo falso, pois nunca ninguém foi um mendigo, ou um ladrão, ou um perneta ou mesmo um gajo tão feio que o pai lhe batia todos os dias, depois da mãe os ter abandonado devido ao desgosto de ter parido um monstro.
Ou a seres uma coisa má, és uma coisa fixe, tipo um pirata ou um dinossauro.

Epá, e para ser sincero, eu cá preferia que me dissessem que tinha sido um apanhador de bosta de cavalo ou algo do género. Hoje, não vivo mal, não sou assim um gajo muito feio, nem sou nenhum insignificante. Ora, se na minha vida passada eu tivesse sido, digamos, um rei, agora ia ficar lixado da vida por ter descido de status! Ninguém gosta de andar para trás! Prefiro que me digam que fui um mainante, pois assim, sempre pensava que estava a evoluir um pouco.

Por isso já sabem, meus senhores videntes do passado, se querem dar credibilidade à coisa, comecem a dizer às pessoas que foram um leiteiro ou que passaram a vida a eapalhar estrume com uma forquilha.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Desafio de escrita..

Ora portantes pah, eu sei que isto é na sua grande maioria um blog de cenas meio parvas e com a intenção de fazer a malta rir um pouco (a ideia é rirem muito, mas se conseguir que pelo menos esbocem um sorriso, já fico contente), mas decidi aceitar um desafio proposto por outro blogger.

O desafio foi lançado pela Pseudo, e o objetivo é escrevermos um texto, que terá que ter obrigatoriamente, 10 palavras fornecidas pelo desafiador. O texto pode ser pequeno ou grande, ficção ou comédia, drama ou terror, é à escolha do freguês, e as palavras aparecem pela ordem que quiserem e podem ser flexionadas para adaptação ao contexto da frase. As palavras são as seguintes:
  • carroça
  • fio
  • sexo
  • ponte
  • mente
  • rir
  • espreguiçar-se
  • palrear
  • limão
  • livro
Não vou passar o desafio a ninguém, quem quiser leva-o para o seu blog, quem quiser pode deixar o texto aqui como comentário. Se bem que gostaria de ver os textos de algumas pessoas que não vou dizer o nome, mas pronto, nem sempre se tem o que se quer. E agora deixo-vos com o meu texto!

(Atenção: como é hábito em mim, é um texto longo... mas muito giro! :D)


"Era uma vez um limão e uma limoa, completamente apaixonados um pelo outro, que viviam juntos desde sempre, no mesmo limoeiro. Só havia um problema, estavam em ramos diferentes. Mas apesar desta situação, eram felizes. Afinal de contas, podiam ver-se todos os dias e palrear, sobre tudo e sobre nada, o dia todo. Para não falar na vista deslumbrante que dispunham. O limoeiro, mesmo à beira da estrada, era praticamente parte da parede daquela ponte antiga, que servia de passagem a todo o tipo de pessoas e mercadorias. A sombra que se projetava desde o tronco até às águas, era o refúgio ideal para animais descansarem, e ponto de encontro para casais de namorados que ali iam, um pouco às escondidas, aproveitando a cobertura oferecida pelas folhas e ramos do limoeiro e pela parede da ponte. Muitas vezes os limões tinham visto jovens apaixonados terem, ali mesmo, debaixo dos seus olhos, sexo pela primeira vez. Foram testemunhas de grandes histórias de fugaz prazer, de paixão avassaladora, de grandes amores, de grandes discussões e de corações destroçados. E também eles o queriam fazer. Estarem juntos, bem mais juntos do que agora, para se poderem beijar, tocar, fazer pequenos limõezinhos. Não havia dia em que não passasse pela mente dos limões que aquele seria um sonho tornado realidade.

Aquele era também um local onde muitos objetos ficavam abandonados, ora por puro esquecimento, ora porque a pressa de sairem dali, não lhes dava tempo de pegar em tudo. Podia ver-se por ali luvas, chapéus, botões, mas o objeto mais curioso de todos, era sem dúvida aquele livro, aberto, com a capa virada para cima, fazendo uma espécie de tenda, abrigo ideal para pequenos escaravelhos e lagartos, com uma enorme árvore na contra-capa e quatro palavras que não se conseguiam ler na capa.

Eduardo, rapaz dos seus 20 anos, mas com aspeto de 30, muito por culpa das horas passadas a trabalhar no campo, estivesse chuva ou sol, tinha naquele dia, uma das tarefas que menos gostava do trabalho no campo. Levar o feno para a quinta. Não que ele o tivesse que carregar às costas, que não tinha, mas ainda era uma viagem de cerca de 10kms, e ter que a fazer de carroça, por aquela estrada cheia de buracos, e ter que passar naquela ponte em tão mau estado, deixava-lhe a alma em agonia e o corpo em sofrimento antecipado. Mas lá se fez à estrada, e indo sozinho, sem ninguém com quem conversar e debaixo daquele sol abrasador, o sono instalava-se com bastante facilidade. A sua cabeça já começava a pender, qual cana de pesca a ser puxada por um peixe, os olhos a fechar, a boca a abrir vezes de mais e espreguiçar-se a cada minuto era inevitável. Adormeceu, antes ainda de se aperceber que estava a chegar à ponte. A carroça, agora dirigida apenas pela mula, seguia caminho incerto, quase fora da estrada, quase a ir de encontro ao limoeiro. Foi então que uma das rodas passou por cima do livro, dando um enorme solavanco, que fez Eduardo dar um salto de braços no ar, ao acordar. O susto foi tão grande, que no salto, acertou em cheio nos limões, derrubando um e ficando o outro preso por apenas um fio do ramo onde estava.

Os dois limões estavam agora mais separados do que alguma vez tiveram. Ela no chão, ele na árvore. Depois de um primeiro momento de pânico, foi impossível não rir de toda aquela situação! Afinal, sempre pensaram que só iriam cair da árvore já velhos e demasiado fracos, ou mesmo só depois de mortos, e nunca por terem sido derrubados por um camponês assustado. Riram, riram tanto que a dado momento, o fio que o prendia se partiu, desprendendo o limão da sua prisão, e caindo com um som oco no chão. Caiu e rolou até perto da sua amada. Estavam, agora, finalmente juntos. Podiam realizar todos os seus desejos, todas as suas fantasias, todos os seus sonhos. Foi então que olharam para a capa do livro, conseguiam agora ler o titulo, e sorriram. Sorriram, pois talvez aquele livro tivesse mesmo sido ali deixado pelo destino. Olharam de novo um para o outro e beijaram-se, apaixonadamente, naquela tarde de final de verão, com o sol a por-se, e os seus últimos raios a iluminarem aquelas palavras escritas a dourado naquela capa vermelha, Um Dia Estaremos Juntos."


Fim