quinta-feira, 24 de julho de 2014

Fica a metáfora...

Em tempos houve um homem, quase um eremita, que vivia sozinho, afastado de todos e de tudo, tendo quase nenhum contacto com o resto da sociedade. Mas o homem escrevia, escrevia muito. Sobre viagens à volta do mundo, sobre festas que duravam semanas, sobre homens pobres e tristes, sobre homens ricos e os seus hárens, sobre corridas de carros e de barcos e de aviões, sobre as mais belas mulheres, sobre as mais feias mulheres, sobre amores de uma vida, sobre paixões avassaladoras e corações despedaçados.
Ao fim de muitos anos em isolamento, o homem regressou, finalmente, à civilização, trazendo consigo os seus inúmeros escritos. Decidiu que os gostaria de mostrar ao mundo e, para isso, foi até uma editora para que os pudessem publicar. Os editores e outras pessoas que os leram para saber se valia a pena serem publicados riram-se com as histórias que o homem contava e, com ar de gozo, perguntaram-lhe como é que ele, vivendo isolado, poderia saber alguma coisa daquilo que estava a escrever. Ao que ele lhes respondeu: "A minha realidade pode ser monótona e sozinha, mas na minha mente, no lugar mais livre que uma pessoa tem, vivo, simultâneamente, em infinitas realidades."

8 comentários:

  1. Fodasse oh Mustache! Tu és um génio. Na minha realidade e na realidade do mundo! Realmente o raio da metáfora é boua!

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    1. Obrigado por a compreenderes..

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  2. Isto assenta-te que nem uma luva :)

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    1. É, não é? :)
      Até parece que a escrevi mesmo por causa disso.. :)

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  3. Anónimo20:01:00

    Tal e qual. Mas eu já sabia : )

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  4. Tretas nunca te caiu tão bem :p

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    1. Vi logo que não sabias o que é uma metáfora...

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Não é por nada, nem quero influenciar ninguém, mas diz que quem comentar neste blog, é uma pessoa espetacularmente espetacular!