quarta-feira, 25 de junho de 2014

Um azar nunca vem só..

A juntar a tudo isto que se passou depois da fatidica noite dos santos, eis que mais um azar me bate à porta. Desta vez foi o carro.

Andava eu feito pimpão pelas avenidas de Lisboa, pela fresquinha da noite, vidros abertos, Tony Carreira no máximo, chapéu com a pala virada para trás e óculos escuros Ray-Ban, quando paro num semáforo vermelho. Passa uma gaja, mando-lhe dois piropos ("Se o teu cu fosse uma torrada, tinha que ser barrado com um remo!" "Acreditas no amor ao primeiro olhar ou tenho que te galar o cu outra vez?), mando-lhe um beijinho, dou uma aceleradela, e ela vem até mim e dá-me o número de telemóvel. Nisto, o sinal fica verde, e quando vou a arrancar, ouvi um estalo. Novo semáforo vermelho e quando vou a parar senti o carro a tremer. Andei mais um pouco e quando mais o fazia, mais o carro tremia. Quando dou por mim, estou no meio da rotunda do Marquês sem conseguir sair do mesmo sitio porque as mudanças não entravam. Nem demorou 1 segundo a levar com as buzinadelas dos atrasados mentais que acharam que eu estava ali parado porque me deu na real gana. Liguei para a assistência em viagem e chamei o reboque. Ah e tal, demora entre 30 a 45minutos, no máximo. Desesperei. Tanto mais porque estava à rasquinha para mijar e não tinha onde o fazer (se bem que, depois do picnic do Tony Carreira, a avenida da liberdade ainda tem um cheiro esquisito e ninguém ia notar. E a juntar ao meu aspeto com barba grande, facilmente passava por sem abrigo e ninguém me ia dizer nada). Enquanto esperava e via os carros a desviarem-se do meu, passa um gajo de mota que me diz qualquer coisa que não percebi. Não liguei e acenei com a cabeça. O gajo para a mota à frente do carro, levanta o capacete e pergunta-me se o problema é falta de gasolina. Digo-lhe que não, que deve ser a embraiagem e ele diz que se fosse gasolina, que me dava um pouco da da mota e ajudava. Agradeci e pensei que, digam o que disserem, ainda há pessoas boas neste Portugal. Chega o reboque, ucraniano ou romeno ou de um outro qualquer país de leste, para me levar o carro dali e descongestionar a rotunda. Percebi que estes gajos dos reboques seguem à risca a sua imagem de marca, ou não fosse meia-noite e a primeira coisa que ele faz é pôr um chapéu na cabeça. Lá rebocamos o carro até à oficina, onde o meu irmão me esperava para me levar a casa de mota. E andar de mota é giro. Levar com o vento na cara e essas coisas todas, mas quando é quase 1 da manhã e a única coisa que tens vestida é uma t-shirt, sabes que vais sofrer um pouco até chegar a casa.
Hoje de manhã foi apanhar táxi até à oficina, arrotar com 15€ por 12kms, e perceber que o problema é na transmissão. Que pode ficar pronto hoje, caso haja peça para entrega. O preço, nem perguntei. Prefiro ver a dolorosa, só depois do carro arranjado.

E é isto, minha gente. Agora tenho que decidir para onde canalizar o dinheiro (pouco) que tenho: se para remover os cisnes tatuados nas costas, ou se para pagar o conserto do carro.
O que vale é que eu não acredito no karma, senão estaria a pensar a quem é que fiz tanto mal. Assim, sei apenas que sou um gajo com muito azar na vida.



6 comentários:

  1. calma, nem tudo é mau, ao menos já consegues fazer cocó. :p

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  2. A tua vida é muito interessante.Um fartote...
    Precisas de gasolina?

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  3. Txiiiiiiii...
    Transmissão? Já troquei 3 dessas, espero que a oficina não seja da marca, porque uma que troquei na marca custou mais cara que as outras duas juntas, mais mão-de-obra, e mais umas pentelhices que o carro precisou na altura...

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  4. Cada um com o que merece...?

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  5. Nao ha pior merda que estar fodido...

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Não é por nada, nem quero influenciar ninguém, mas diz que quem comentar neste blog, é uma pessoa espetacularmente espetacular!