sábado, 31 de agosto de 2013

Wedding Suit..

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Corridas, mamas, decotes, rabos, calções justos, gajas boas e óculos escuros..

Ontem fui correr!
Já não o fazia há bastante tempo e apercebi-me que estou em baixo de forma. Arranquei bem mas esqueci-me que só aos 5kms é que começa a doer e o resultado foi este que se pode ver..



Mas ontem foi diferente do habitual. Por nada em especial, mas porque fiz uma descoberta espetacularmente espetacular. Eu, para além de muitas outras coisas más, vejo mal. Sou pitosgo desde pequeno e atualmente uso uns binóculos em forma de óculos para conseguir ver até 50metros à minha frente, em dias sem nevoeiro. E só à relativamente pouco tempo é que tive os meus primeiros óculos de sol com lentes graduadas. Tive uns que não eram graduadas e eu usá-los ou o Ray Charles, a merda era a mesma. Mas agora tenho uns, que até são da moda, e decidi usá-los durante a corrida. E só tenho a dizer que, graças a eles, agora posso:

Olhar para isto..



.. e para isto..



.. e isto..



.. e mais isto..



.. e ainda isto..



.. não esquecendo isto..



.. passando por isto..



.. e ainda ver a Calvin..




.. sem que nenhuma delas saiba que as estou a mirar de cima a baixo e que o volume nos meus calções não é de nenhuma garrafa de água que eu ali levo!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Com quem pinava hoje..

E amanhã..
E depois de amanhã..
E o fim de semana todo..
E a outra semana..
E até ao final do ano..

Assumi por completo o Mustache e só não o fiz sair de casa de vestido, porque não tinha lá nenhum de jeito e porque não quero humilhar muito o rapaz. Mas esta quinta feira é minha, porque ando aqui com uns calores que só um menino é que mos tirava!

Canta, representa, modela, tem aquele corpinho e aqueles olhos..
Fica bem sem barba, barba curta, barba comprida..
Tem cara de anjo e atitude de demónio..
Entregava-lhe o meu corpinho sexy e deixava-o fazer dele o que quisesse.
Acedia a todos os seus desejos e caprichos.Seria a sua puta e a sua donzela.

Enfim, just fuck me hard, Jared Leto!














Beijinhos (completamente molhados!!)
Rapadinha

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Eu não sou gay, mas..


.. quem quer que tivesse ouvido a música a sair do meu carro, não diria o mesmo.

Tive que ir em trabalho à Costa da Caparica (infelizmente não deu para ir às praias ver as boas em bikini e em topless) e como está muito calor e eu não sou grande fã de ar condicionado (seca-me a garganta), normalmente vou com a janela aberta.
Como depois o vento faz muito barulho a passar-me pelos ouvidos, costumo levar o som do rádio quase no máximo. Ora, se em andamento não se percebe o barulho que sai do carro, o mesmo não acontece quando se está parado, vidros para baixo e volume a estremecer o carro todo.

Pois que no regresso para Lisboa, vim pela Ponte Salazar, e já estava cheia e com trânsito bastante lento, o que me fez parar durante alguns periodos de tempo. Agora estou numa de ouvir rádio Nostalgia, porque é a única em que passa 20 músicas e eu gosto de 19.
Estava eu então a curtir o som quando passa uma sequência de três músicas que cantei a plenos pulmões e dancei a coreografia do principio ao fim. Até aqui, o normal que toda a gente faz.

Não fossem as músicas as que vos mostro a seguir e o pessoal que estava dos meus lados, a ver-me cantar e dançar que nem um maluco, nunca pensaria que eu era gay. Assim, pelos olhares que tentei à força toda ignorar, acho que tiveram a certeza que viram a bicha mais gay de todos os tempos!

Primeira Música. Wannabe das Spice Girls. Era eu um imberbe rapaz quando elas apareceram e tiveram o seu boom, e confesso que as ouvia e que gostava. Passavam muito na MTV, quando esta ainda passava música.



Segunda música: YMCA dos Village People. Toda a gente conhece a coreografia, toda a gente conhece a letra, ninguém é capaz de não a cantar e dançar quando ela começa a tocar onde quer que seja. Claro que, depois da minha última ida ao Bairro Alto, em que um Grizzly Bear me achou um naco, ainda dancei com mais vontade!



Terceira música. Can You Feel The Love Tonight do Elton John. Palavras para quê? Rei Leão. Quem não cantar esta música do principio ao fim, tão alto que no fim precisa de um transplante de pulmões, merece ter lombrigas o resto da vida!




Agora, digam lá se não achavam o mesmo se vissem um gajo a curtir milhões estas músiquinhas seguidas?!

O que é que eu vos disse?

Vejam lá se falhei alguma coisa!
Eu não vos disse que ele vinha para aqui inventar mais uma das suas histórias mirabolantes?
Se eu bem o disse, melhor ele o fez!

A verdade é que ele não mentiu em tudo. Lavou o carro, encontrou aquele papel, foi assediado por gays, encontraram um telemovel no chãoe foi ele que o entregou, mas aquela parte de ser de uma gaja gira e boa, bem... acho que já não convence ninguém.

Mas vamos por partes.
Quanto ao papel que encontrou, o mais certo é não ter aquilo, ai.. como é que se chama?.. já sei. Tomates! Não vai ter tomates para ligar e saber quem é que está do outro lado. A mim não me engana e se talvez fosse capaz de o ter feito, caso se tivesse logo apercebido de quem era, agora já é tarde demais. Já passou o timing certo e a verdade que ele vai contar parecerá uma desculpa esfarrapada. Pelo meno é isto que ele pensa. Enfim... Vamos ver se sempre liga para a semana.
A cena do telemovel, ele bem ligou com esperança que fosse uma gaja do outro lado que ficasse tão feliz por ele lhe ir devolver o precioso que lhe daria qualquer tipo de agradecimento. E por isto, entenda-se sexo. Mas teve azar, o telemovel pertencia a um rapaz que, segundo a história do grupo de 6 gajos onde ele estava, o perdeu quando fugiu de alguém que lhe tentou bater. Achei a história muito pouco credivel, até porque os tinha visto todos a passarem por eles, a correr, mais com ar de suspeitos do que com ar de assustados, mas se ligaram para o telemovel que o C. tinha encontrado, vou acreditar que o Mustache o entregou ao verdadeiro dono. A recompensa, vários obrigados e um aperto de mão. Incha Mustache e vai mas é para casa sozinho!

Bom, mas a noite até lhe podia ter acabado como ele a contou. Durante o tempo que esteve no Cais do Sodré, houve uma troca de olhares constante e intensa com uma gaja que por lá andava com umas amigas. Não era a melhor gaja do sitio, mas para o Mustache que, coitado, anda à seca há tanto tempo, era um figo! E depois de terem subido ao Bairro Alto e descido de novo até ao Cais, ela ainda lá estava e houve nova troca de olhares. A gaja e as amigas até se aproximaram mais deles e tudo, mas, tivessem os meus ovários descido e saído do seu corpo em forma de testiculos, talvez ele tivesse tido a coragem de abordar a rapariga. Assim, ficou ali com o coração a bater a 200, a olhar para ela, a pensar em mil abordagens diferentes e a deixar que ela desaparecesse com as amigas sem trocarem sequer um olá! E depois vem para aqui dar dicas aos outros homens! Ele é que precisa de dicas e, acima de tudo, deixar crescer um bom par deles! Maricas de merda. Até tenho vergonha do homem que me calhou em rifa para viver dentro!

Mas é como a Betty White nos diz..


E para ti, Sr. Mustache..



Beijinhos,
Rapadinha

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sozinho..



Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho os meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Ai fim de semana, fim de semana..

Calma meninos e meninas!
Eu sei que estavam aí em pulgas e a roerem as unhas para saberem como é que foi aqui o fim de semana do menino, se me safei com alguma - ou algumas - gajas, se já comecei a dar uso àquilo que encomendei, mas só agora é que tenho tempo para o fazer.

Ora o meu fim de semana pode ser dividido em três eventos: uma despedida de solteiro; lavar o carro; a descoberta enquanto limpava o carro.
Como se costuma dizer que o melhor fica sempre para o final, falarei da despedida de solteiro por último.

Lavar o carro. Tomei vergonha na cara e, depois do comentário em que disseram que o meu "preto mágico está nojento", decidi mesmo lavá-lo! Até porque no próximo fim de semana vou a um casamento e não quero que pensem que entrei por ali sem ser convidado.



Pois que foi durante a lavagem e limpeza interior do meu bólide que encontrei uma coisa que me deixou de boca aberta, pensativo e triste com a vida. Quando vou abastecer e, depois do pagamento, me dão o talão, o habitual é fazer uma bolinha com o papel e mandar para junto dos outros. Normalmente, quando decido que já ali tenho muitos talões acumulados (do Mac e do combustível) no sitio para os copos, tenho tendência para ver os talões do combustível para saber se estou a gastar muito ou se estou a gastar imenso.  Foi então que ao desenrolar uma bolinha de papel, reparei que algo estava escrito por trás.



Agora o meu problema é só um: costumam lá estar duas gajas nas cabines e eu não faço ideia de qual é que poderá ser! Se uma até é gira, a outra já não é assim tão gira e é uma beca para o gorda. Eu penso que seja a mais gira, porque uma vez eu meti conversa com ela e ainda tivemos uns 2 minutos na conversa e desde esse dia o atendimento dela é diferente para mim (eu vejo que ela nem fala para os outros), mas já passou imenso tempo e nem eu lhe liguei, nem ela me disse nada das vezes que lá fui a seguir. Por outro lado, tenho medo que esteja todo contente a ligar para a gira e depois me calhe a fava do bolo-rei. Enfim, tenho que pensar bem que no hei-de fazer.


E agora o melhor do fim de semana: a despedida de solteiro. Vou saltar as partes chatas do jantar só de gajos, das conversas só de gajos, das mijadelas na rua e passar diretamente para o que importa: eu a fazer sucesso com as gajas! Ok, antes disso ainda vou fazer um pequeno aparte que não sei se é caso para ficar feliz ou não, mas de qualquer das maneiras e por muito estranho que pareça, levantou-me o ego. Depois de estarmos algum tempo no cais do sodré, fomos até ao bairro alto. Rua para aqui, ruela para ali, travessa para acolá, e um dos gajos diz que precisa de mijar. Parámos no primeiro bar que apareceu, uns entraram, outros ficaram na rua. Eu fiquei encostado à parede, do lado de fora, mesmo perto da porta. Ao fim de 2 minutos a observar quem por lá estava, comecei a desconfiar que algo não batia certo, e tive a certeza do que pensava quando dois gajos que estavam a entrar me olharam de alto a baixo e um diz "Hoje até cá temos miúdos!" com um sorriso maroto na cara. Foi então que percebi que camisas de alças de decote até ao umbigo, peitos depilados, penteados esquisitos, calças e calções demasiados justos para um par de testiculos poderem respirar era sinónimo de bar gay. Nada contra, até porque aquilo que o gajo disse me deixou contente. Primeiro porque me deve ter achado um pãozinho e depois porque se calhar, apesar dos 29 anos, ainda tenho cara de miudo. E se agrado a homens, também devo agradar a mulheres!

Adiante e voltando às gajas.
O cais do sodré e o bairro alto estão cheias delas! Boas, boas, boas, umas muito boas e depois umas que mais vale um gajo estar quieto. Normalmente andam em grupos, o que pode intimidar alguns, mas eu acho isto o melhor que pode acontecer. Porquê? Apontem aí meninos: se elas estão em grupo, se vocês se dirigem a uma delas, e só a uma delas, ela vai sentir-se especial, a escolhida, e aumenta em muita as probabilidades de terem sucesso ou de, pelo menos, conseguirem que ela vos dê o número de telemóvel. Foi o que fiz, foi o que aconteceu. Mas este nem foi o momento alto, coisas destas acontecem-me a toda a hora. Já no final da noite, iamos nós a caminho do Saloio para aconchegar o estomago, quando o C. encontra um telemovel no chão. Coisinha para ainda custar uns 200€. Claro que estava bloqueado mas tinha um contacto disponivel caso fosse perdido. Imediatamente saquei o telemóvel da mão do outro e liguei, claro que com a esperança de ser de uma gaja. E era! E há algo mais simpático do que um ato de bondade pura? Combinei com ela em frente do Saloio para lho entregar e quando ela chegou eu só pensei "Jackpot!". Gira, um belo corpinho e uma cara entre o pânico e o alivio. Agradeceu com um abraço e um beijinho. Ficámos ali um pouco na conversa, com ela agradecer imensas vezes e a dizer que tinha que me recompensar e coiso e tal. Eu disse que não era preciso e que estava a fazer o que qualquer um faria... Essas mentiras coisas que um gajo diz para parecer bem porque é sincero. Até que ela me disse que agora tinha que apanhar táxi, porque o resto do pessoal já devia ter ido embora. Não sei se era verdade ou mentira, sei que felizmente tinha levado o meu carro e que lhe ofereci boleia. Ela aceitou. A casa dela era em Alvalade. Saímos dali às 6 e pouco, deixei-a em casa ao meio-dia. Os estretantos, os entretantos vocês já sabem!



PS: Esta noite tive um sonho muito esquisito, como se alguma coisa tivesse saído do meu corpo e me tivesse estado a observar durante a noite. Uma sensação de vazio que depois já não senti ao acordar, mas que fui sentindo ao longo do dia.....

Olá!

Olá a todos.
Vou aproveitar que o Mustache está a dormir para me apresentar a vocês.
Acho que ele já falou de mim, já mencionou por aqui algures que me tem dentro dele e acho que está na hora de eu me revelar.
Sim, sou a mulher que vive dentro do Mustache. E posso dizer que somos o oposto em quase tudo, a começar pelo sexo. Não o sexo, ato em si, mas de género.

Se ele é um homem baixo, eu sou uma mulher alta, daquelas que deixa um homem intimidado só de ter que erguer o queixo para me olhar nos olhos quando percebe que está há muito tempo embasbacado a olhar-me para as mamas.

Se ele é um homem que gosta de pelos, eu repudio-os por completo: o meu corpo está imaculado dessa invenção do demo que é o pelo corporal. Aquela barba não me convence em nada, nem convence a larga maioria das mulheres, que a olham com repulsa visual e, quem sabe, olfativa. Mas pouco ou nada há a fazer, a verdade é que ele tem uma personalidade muito peculiar e quando mete algo na cabeça, dificilmente a abandona.

Se o fisico dele deixa muito a desejar, apesar dos esforços que faz com corridas e com programas de exercicios, eu tenho um corpo invejável, que deixa homens completamente loucos de tesão e as mulheres com vontade de experimentarem um pouco o sabor da homossexualidade. Sou dotada de uns seios incrivelmente redondos e firmes, grandes e macios ao toque; um rabo sem celulite, arrebitado, em forma de coração, capaz de provocar autênticos desastres quando uso umas calças bem justas, um vestido colado ao corpo ou aquele bikini que tanto gosto de usar na praia.

Se ele é feio - muito por causa daquela barba e daqueles óculos (onde é que ele tem a cabeça, meu deus)-, eu sou a perfeição no que respeita à fisionomia de uma mulher. Cabelos loiros ondulados que me caem sobre uma cara com dois enormes olhos azul esverdeados e brilhantes, um nariz direitinho e um tanto ou quanto empinado, uns lábios carnudos e voluptuosos e uns dentes direitinhos e branquinhos de leite.

Se ele é um homem que olha para tudo de uma forma romântica - o que ele tenta, à força toda, esconder -, eu sou desprovida de apegamentos sejam de que espécie forem. Vim a este mundo com um propósito: obter o máximo de prazer possivel da vida. E, para isto, nada melhor do que olhar para o sexo de forma oposta à que ele olha. Sexo é sexo. Prazer é prazer. Ponto. Juntem o amor ao sexo e ou estragam o prazer ou estragam o amor. Mais tarde ou mais cedo, é isto que acontece.

Agora, perguntam vocês, porque é que eu decidi aparecer. Para já, porque estava farta de me esconder dentro dele. Preciso da minha liberdade, do meu tempo. Depois, porque este menino gosta muito de contar coisas que não serão bem assim como ele as conta. E já me estava a chatear um pouco tanta conversa de gajas que comeu e que fez e aconteceu. Ok, nem tudo é mentira, mas muitas das coisas que por aqui conta, não são mais do que aquilo que ele gostava que acontecesse, aquilo que ele sonha, aquilo que ele não teve coragem de fazer. E sempre que ele começar a exagerar por aqui, eu aparecerei para repor a verdade. Mais vos aviso, desde já, que ele é capaz de vir para aqui contar o que se passou no fim de semana, na noite da despedidade de solteiro, e não acreditem numa única palavra do que ele disser que se passou depois do jantar! Vivo dentro dele, já vi o que ele sonhou que gostava que tivesse acontecido e já sei o que ele vai para aqui escrever. Podem apenas acreditar no que ele contar sobre o que se passou no domingo com um papel dentro do carro. Tudo o resto: divagações de uma mente demasiado sonhadora.

Sou capaz de aparecer numa ou noutra vez, que não seja para desmascarar o pequeno Mustache. Assim, quando me apetecer, quando sentir que preciso falar de alguma coisa, quando me sentir tão em brasa que tenho que lhe boicotar uma quinta-feira, darei o ar da minha graça.
Felizmente, o  Blogger tem aqui uma opção que me deixa publicar os meus posts de forma a que ele não os veja, por isso, estamos à vontade para falarmos que ele nunca saberá o que se está a passar. Peço-vos, assim, que não lhe digam que por aqui ando, ok?

Até lá, muitos beijinhos,
Rapadinha

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chega-te aqui Cê éMezinha, e a tua Ponta de Madeixa..

Eu sei, eu sei que tu és da margem sul. Sei que por aí se cultiva muito o bom gosto pelo car modification aka xuning, e que tais meninos gostam de limpar mais vezes o carro do que tomar banho ou desinfetar os piercing dos mamilos.
E, também sei, que fizeste um post. a dizer que os homens dão mais importância ao carro do que às suas namoradas, ou mulheres, ou a outra coisa qualquer. Deixa-me dizer-te que isso é um grande mito, quase tão grande como aquele em que as mulheres têm que ir sempre aos pares à casa de banho. Pode acontecer - que acontece, é certo -, mas serão estes casos, as exceções à regra. Porque a verdade é que a grande maioria dos homens não se preocupa assim tanto em ter sempre o carro imaculado, nem as mulheres vão sempre acompanhadas à casa de banho.
Claro que, como tudo, quando é novidade é diferente. Há mais preocupação, mais devoção, mais querer manter tudo bonito e limpinho e sem mácula. Tal como acontece nas relações. Até eu, quando comprei o meu carro, novinho em folha, com 0 kms, nos primeiros tempos, acho que o lavava todos os fins de semana. Lá está, era o meu bebé, e como todos os bebés, não queremos que andem sujos e a cheirar mal e temos que lhe trocar a fralda. Mas depois, num dia de infelicidade (não, não foi um touro que o matou), chego ao pé do carro e vejo lá um desgraçado de um risco feito pelo descuido de alguém que não sabia sair de um lugar de estacionamento.
A partir desse momento, a pouco e pouco fui descuidando do carro, da sua manutenção, da sua limpeza, se mais riscos apareciam - como quando se está numa relação e sabemos que a gaja deu uma facadinha, e as coisas nunca mais são iguais -, até chegar ao ponto de não o lavar, por dentro ou por fora, há mais de um ano (não deve andar muito longe). Por isso, tenho pena que só conheças casos de gajos que claramente têm as prioridades trocadas e/ou pessoal do xuning e do strit rácing, mas se achares que o que disseste no teu post é mesmo a regra, fica então a saber que eu sou a exceção.
E caso não acredites em mim e que penses "yah yah, dizes isso mas deves ter o carrinho que até brilha e com um pinheiro cheira bem pendurado no retrovisor", deixo-te com algumas fotos tiradas hoje, depois de ler o teu texto.

A traseira. Ali no para-choques, já pensei começar uma plantação de batatas.

As jantes. Acho que elas são cinzento metalizadas, mas também já não sei.

Espelhos laterias. Melhor mata-insetos que conheço.
Em tempos também já ali tive teias de aranha.

O tablier. Aqui, com jeitinho, também já se consegue cultivar alguma coisa.

Habitáculo. Talões de combustivel, de supermercado, do McDrive.
No chão, é um dorsal de uma corrida que fui há dois meses.

Porta do condutor. Talentos FNAC 2013, mais talões amarrotados,
óculos para ver cinema em 3D, saco da fnac com lixo.

Banco de trás. Talvez a coisa mais preciosa que tenho no carro anda sempre ali.
Mas até aquele cachecol precisa de ser lavado.

Vidro de trás. Escusado será dizer que não me serve de nada olhar por ele.


Como podes ver, CM di mi corazón, não sou em nada como aquilo que descreveste no teu texto e claramente não uso o meu carro para engatar miudas (a não ser que eu queira mesmo uma badalhoca!).

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Com quem pinava hoje..

Ao que parece, levantaram-se aí umas vozes da reação que "ah e tal, até estás a meter gajas boas e com belos rabos e mamas que dá vontade de ser bebé de novo só para lá ir dar umas chuchadelas, mas são todas loiras e elas são giras é morenas e coise", e como ao que parece eu sou um gajo fácil de agradar e um gajo que até gosta de agradar a quem aqui vem, e como o nome dela surgiu em conversa noutra conversa que não esta conversa (dafuq is this shit?!), sem mais conversas e sem grandes floreados, porque ao que parece, a idade é mesmo um estatuto que torna as mulheres qualquer coisa de extraordinário - nada contra as mais novitas, essas têm outro encanto!..

... convosco, Demi Moore!









São cinco e quarenta e tal..

.. ou cinco e cinquenta e pouco, depende do tempo que eu demorar a escrever isto, e estou a comer isto!


Porquê?

1- Porque tive a trabalhar até há 39 minutos atrás;
2- Porque às 8horas já tenho que estar a arrancar para o norte em trabalho;
3- Porque se me deitar agora para dormir, só acordo ao meio-dia;
4- Porque Mac é fixe e, na minha opinião, é uma refeição completa e equilibrada;
5- Porque estou com fome, ora essa!

Mania de perguntarem tudo a um gajo!!

Ps: Só não vem o gelado porque quando lá cheguei tinham estado a lavar a máquina dos gelados e ainda estava a sair muito mole, e para mole já basta a minha pi...........

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Memória de peixe..

Agora que toda a gente já se esqueceu, eu só quero relembrar que há uns meses o povinho crucificou uma menina tuga que numa entrevista disse que sonhava comprar uma mala Chanel que custa cerca de 3000€ (três mil euros) e que isso foi uma ofensa para a situação que os portugueses vivem; e que agora um menino brasileiro que gastou 300000€ (trezentos mil euros) numa festa de aniversário já é o maior da estrebaria e que, por isso, gasta o dinheiro dele onde e como quiser.

Relembro ainda que a menina teve que ir à televisão pedir desculpa pelo seu sonho e que o menino foi à televisão para passar a herói nacional.

Só me apraz dizer que mais depressa batemos nos filhos que nos enteados.

Ou isto é como nos roubos, em que se roubas um pão porque tens fome vais preso 10 anos, mas se roubares milhões de euros vais para casa e ainda com uma indemnização por difamação de bom nome?

Esta noite..

Oh Sir Mustache, tu que tens andado a trabalhar que nem um real cão, dias e noites e madrugadas, horas a fio, dormindo menos que o Footsteps of the Rabbit a pensar como há de salvar o país da crise, desde sábado passado, mas sem poder usufruir daquele velho ditado que "vida de cão é volta e meia e estar deitado", o que vais fazer esta noite? Vais trabalhar?

Na na ni, na não!

Porque o Senhor Jesus Cristo Nosso Salvador que está no céu, de mãos dadas ao Senhor Seu Pai, o Senhor Deus, viram lá de cima a árdua labuta e jornada que tenho tido e decidiram ser meus amigos e ganhei um passatempo em que o prémio é um convite duplo para a ante-estreia do filme Jobs, às 21:30, no cinema Alvaláxia. Por isso, hoje lá vou eu todo importantão, com o meu iPhone, o meu iPod, o meu iPad, o meu iMac, o meu Macbook Air Pro, a minha Apple TV, para ver como é que o Steve criou esta máquina de fazer dinheiro e que, dizem alguns, revolucionou o mundo da eletrónica.

O cartaz (é com aquele giro que esteve casado com a Demi Moore)

Olhem ali o Excelente Pinto!


E agora se me dão licença, vou só ali ao meu altar, rezar 50 Avé Maria e 75 Pai Nosso, como forma de agradecimento e beijar os pézinhos chagados do Senhor para ver se de alguma forma encontro alguém para ir comigo e não ficar um lugar vazio ao meu lado.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Carta à mulher que já amei..

"Já te amei, sabes disso, não sabes? Aliás, quase toda a gente sabe disso. Já te amei muito. Isto só tu o deves saber. Agora o quanto eu te amei, isso só eu sei. Amei-te tanto que mesmo depois de deixar de te amar, continuo a amar-te. É estranho não é? Amarmos quem já não amamos. Mas tu sabes que ainda te amo. Sabes que não é o mesmo amor com que te amei, mas o amor que fica depois do amor. Eu sei que sabes disso e tu também sabes que o sei. Tive um amor tão grande por ti que me fez querer ser melhor, ser mais homem, ser maior, ser mais do que aquilo que já alguma vez fui. Por ti, fiz coisas por mim. Coisas que eu sabia que aumentariam o amor, o nosso amor. Sim, nós amámo-nos um ao outro. Sei que também me amaste, que também sofreste por mim, que tiveste saudades, que vibraste com as minhas palavras, com o meu cheiro, com o meu toque, com o meu corpo, com os nossos corpos. Amámo-nos tanto que quando deixámos de nos amar, o amor ficou. Acredito que o que sintas por mim ainda seja amor. Um amor diferente, tal como o meu por ti, mas amor. Diferente mas quase igual. Se introduzíssemos de novo o sexo neste amor e teríamos o amor de antigamente. Continua a haver carinho, afeto, ajuda, vontade da companhia, gargalhadas, confissões, conselhos, apoio. Só não há sexo. E eu gosto assim. Gosto que assim seja, gosto que consigamos ser estas duas pessoas que se amaram e que hoje, depois do amor ter terminado, se continuam a amar.
Não sei se sabes, mas tu foste o motivo de outra pessoa não ter resultado comigo. Não por mim, não que eu a tenha rejeitado com a esperança que nós ainda fossemos voltar a ser o que fomos. Não. Foi a outra pessoa que não aceitou que estivesses presente na minha vida desta forma. Achou que não era normal aquilo que temos, achou que não devia sequer falar contigo, ignorar-te, remeter-te para um plano que não sou capaz nem te quero remeter. E ela foi-se embora, saiu da minha vida, não me quis assim e não me marcou. Talvez tenha sido melhor assim. Teria sido muito difícil para mim escolher entre um novo amor e um amor que perdurará para sempre. Um amor diferente, mas um amor, já te o disse, não já?
Hoje, vejo-te nos braços de outra pessoa. Vejo-te a suspirar por outro coração, a quereres beijar outros lábios, a quereres entregar o teu corpo a outro corpo. Vejo tudo isto e fico feliz por ti. Genuinamente. Sem tristeza ou mágoa, acredita. Mas sabes o que também vejo? Vejo-te a quereres ser forçosamente feliz com alguém que não te merece, com alguém que já te magoou, com alguém que eu sei que te vai magoar de novo. E isso sim, deixa-me triste. Porque tu mereces mais, mereces melhor, mereces ser feliz sem que para isso tenhas que lutar contra o teu intimo, contra tudo e contra todos, contra princípios que antes tinhas e que agora te vejo a esquecê-los numa tentativa quase inglória de seres feliz. Coisas que me disseste que nunca farias, hoje vejo-te a fazê-las sem pensares duas vezes. vejo-te a cometeres loucuras por alguém que não fará um décimo daquilo que tu serás capaz de fazer por ele. Tu consegues ser feliz de forma mais leve, sabes disso. Sabes a pessoa maravilhosa e interessante que és, sabes que terás sempre alguém disposto a fazer de ti uma mulher feliz, verdadeiramente feliz, que não te faça chorar, que não te faça sofrer, que te saiba amar e que te deixe o dia inteiro com um sorriso tonto na face. Sabes que vejo mais esse teu sorriso quando estás com outras pessoas do que quando estás com ele? Sabes que me pareces mais feliz, sempre que não estás com ele? Se não acreditas em mim, pergunta aos outros, aos que pensam como eu, aos que sofrem por te verem sofrer. Pessoas que como eu, te amam de verdade. Um amor diferente, já te o disse, mas todos sentimos por ti amor.
Sabes que estarei sempre aqui para ti, sabes que nunca te abandonarei, que terás sempre o meu ombro para chorares e o meu colo para repousares. Terás sempre as minhas mãos para te ajudar a levantar e os meus braços para te amparar as quedas. Não posso evitar que caias, mas posso, de alguma forma, tentar que a queda não seja tão violenta. Terás sempre as minhas palavras para te aconselhar, terás sempre os meus ouvidos para te ouvir. Mais uma vez, não posso evitar que batas, ou que queiras bater, com a cabeça na parede, mas posso, de alguma forma, tentar pôr uma pequena, minúscula almofada, mais fina que uma folha de papel, entre o teu osso e o tijolo.
Sabes que por muito que diga que já não quero saber, que já não te digo mais nada, que te vou deixar cair desamparada e depois dizer "eu bem te avisei", isto não é verdade. Quero sempre saber de ti, da tua integridade fisica, da tua integridade emocional, da tua integridade psicológica. Odeio, mais do que tudo, ver-te chorar. Ver-te chorar de tristeza, ver-te chorar porque agora amas quem não te ama de forma igual à tua, ver-te chorar porque, lá no fundo, sabes que estás a forçar ao máximo esta tua tentativa de ser feliz. Mas descansa, que eu vou estar sempre contigo, venha quem vier, entre quem entrar na minha vida, saia quem sair da tua. Sabes porquê? Porque ainda te amo, um amor diferente, já te o disse, mas ainda te amo.

Um beijinho, deste teu para sempre,
E."

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Love is timeless - Capitulo IV - O reencontro


Capitulo I
Capitulo II
Capitulo III


[Senhores passageiros, o comboio que dará entrada na linha dois, com destino a Ash, irá até Tak. Devido à neve este comboio pemanecerá estacionado por tempo indeterminado. Pedimos desculpas pelos incómodos causados.]

Eram 23:15 e tinha finalmente chegado à estação onde L. me esperaria. Quando a porta da carruagem se abriu e senti o bafo gelado daquela noite, o meu coração dividiu-se. Queria que L. tivesse esperado por mim, por outro lado, queria que ela tivesse ido para casa. Meti um pé fora da carruagem e este enterrou-se, até aos atacadores, na neve. Apertei o cachecol no pescoço e segui vagarosamente em direção à sala de espera da estação. Ao chegar, olhei em volta e não vi ninguém. As lágrimas começaram a querer soltar-se.

Andei mais uns passos e foi então que, atrás de um pilar, sentada perto de um aquecedor, a vi. O meu coração parou de bater por milésimos de segundo - tenho a certeza disso -, as pernas ficaram hirtas e senti como que um choque elétrico a percorrer todo o meu corpo. Fechei os olhos com força e voltei a abri-los. Queria ter a certeza que não era apenas a minha imaginação que me mostrava L., ali, à minha frente. Aproximei-me, a passos curtos e nervosos, dela. Ela ainda não me tinha visto, ainda não me tinha ouvido, estava com a cabeça virada para o chão. E daí, talvez já me tivesse pressentido, mas tal como eu, estivesse demasiado nervosa para levantar a cabeça. Quando cheguei perto dela, apenas disse o seu nome baixinho, "L....". O seu corpo estremeceu ao ouvir a minha voz, levantou a cabeça muito devagar, os olhos marejados de lágrimas, agarrou-se ao meu casaco e chorou. Chorou pelo que ainda não tinha chorado e chorou por me ter ali. Vi as suas lágrimas caírem nas suas mãos, que depois escorriam por elas abaixo, caindo no chão desamparadas, desfazendo-se em outras minúsculas gotas.

Depois deste momento, sentei-me a seu lado, de frente para o aquecedor. Ela tinha trazido uma cesta com alguma comida, seria para o nosso jantar, mas agora serviria igualmente bem para a nossa ceia.

- Está delicioso, L.!
- A sério? Não passa de um simples chá OOlong.
- Chá Oolong? Acho que é a primeira vez que bebo este chá.
- Não pode ser. Já deves ter bebido antes. A tua mãe fazia-o tantas vezes.
- A sério?
- Sim. E quando bebermos este, tenho aqui outro. Não fui eu que o fiz, por isso não te posso dizer se estará bom de sabor ou não, mas... E por favor, come também alguma coisa.
- Obrigado! Estava mesmo cheio de fome!
- Que tal está?
- É a coisa mais deliciosa que já comi até hoje!
- Oh! Estás a exagerar!
- A sério...
- Isso é porque estavas cheio de fome!
- Achas?
- Sim, tenho a certeza. Eu também vou comer alguma coisa que tenho fome. Vais mudar de casa brevemente, certo?
- Sim... daqui por duas semanas.
- C., é mesmo muito longe...
- Sim...
- Mas onde estou agora também é muito longe.
- De facto, é tão longe que já nem podes voltar hoje para casa.
- Meninos, vou fechar a estação dentro de alguns minutos. Já não circulam mais comboios hoje.
- Ah. Ok, senhor.
- E tenham cuidado na rua porque tem estado sempre a nevar muito.
- Sim, teremos.

Arrumámos as coisas e saímos para a rua. A neve tinha acalmado a sua descida dos céus e até sabia bem receber os flocos nas nossas faces descobertas. L. correu à minha frente e eu atrás dela, tal como fazíamos quando éramos apenas duas crianças, sem preocupações e juntas a toda a hora. Quando a alcancei, olhámos para trás e vimos as nossas pegadas marcadas na neve, que se mantiveram intactas durante bastante tempo. Era impossível não pensar que queria que as nossas pegadas fossem para sempre assim, juntas, vincadas no tempo e... sempre lado a lado.

- H., consegues ver ali ao fundo? Aquela árvore enorme.
- É a árvore da tua carta?
- Sim. A cerejeira.

Quando chegámos perto dela, parámos a contemplar a imensidão daqueles ramos, desnudos de flor e cobertos de uma fina camada de neve. L. estendeu as mãos e alguns flocos caíram sobre elas.

- Hey, H., de alguma forma, não parecem as pétalas da cerejeira?
- Sim, parecem.

E ficámos parados a olhar um para o outro, ambos com um intenso brilho nos olhos e o mesmo pensamento em mente. As nossas cabeças foram-se aproximando uma da outra, à medida que os nossos olhos se iam fechando, até que os nossos lábios se tocaram pela primeira vez. Naquele preciso momento, na intemporalidade da eternidade, amor e almas nasceram, de forma nítida, para mim. Foi como se, agora, entendesse tudo aquilo que me tinha acontecido na vida nestes últimos quinze anos e... tudo o que ainda estava para vir. Apertei as mão e senti-me imensamente triste. O calor do corpo de L., a sua alma, como é que eu deveria trata-los, até onde é que os poderia levar? Era algo que não podia responder. Apenas sabia, e compreendia perfeitamente, que não poderíamos estar juntos para sempre depois disto. As vidas que teríamos pela nossa frente, o tempo que inevitavelmente iria passar sobre nós, estendia-se à frente dos meus olhos. Mas, todas estas preocupações desapareceram no preciso momento em que as pensei. Depois disso, somente os ternos e quentes lábios de L. permaneceram. Após o beijo abraçamo-nos. Abraçamo-nos forte e longamente, como se quiséssemos que este momento nunca mais terminasse.

Naquela noite, e por querermos estar juntos, ficamos numa pequena casa de madeira abandonada, à beira de um lago. Dividimos uma velha manta que lá encontrámos dentro e conversámos durante madrugada fora. Antes que nos apercebêssemos, estávamos a dormir. Pela manhã, e depois de acordarmos, voltámos para a estação para apanhar o comboio que me iria levar de novo para casa, de novo para longe de L.. Iriamos de novo ficar separados.

- Uhm... H... H, tu... vais ficar bem a partir de agora, eu sei que vais!
- Obrigado. L, eu sei que também ficarás bem! Continuaremos a escrever cartas um ao outro e teremos sempre o telefone para falar!

Estas palavras foram ditas já com o comboio a iniciar a sua marcha, gritava do lado de dentro, para uma L. que a pouco e pouco se transformava num pequeno ponto vermelho naquela imensidão branca. Nunca lhe contei que tinha perdido a carta que tinha para lhe entregar. Pensei se toda aquela sua hesitação na hora da despedida fosse por me querer dizer alguma coisa que também não foi capaz. Teria também ela uma carta para me entregar? Não sei. Sei que depois daquele beijo, foi como se tudo no mundo tivesse mudado. Desejei poder protegê-la com todas as forças do meu ser. Encostei a cabeça ao vidro, observando a paisagem branca pela janela e, como sempre, pensei nela. Adeus L., quem sabe, um dia, voltaremos a estar juntos.


= Fim da primeira parte =
(continua...)

domingo, 18 de agosto de 2013

Sabes como beijar uma mulher?

Uma destas noites, em que ficar em casa é a última coisa que nos apetece fazer, decidi bater com a porta e ir passear pela baixa. A temperatura estava amena, soprava um ligeiro vento, que me arrepiava os pelos da nuca, e a lua crescia no céu, limpo de nuvens, iluminando os caminhos que percorria por entre aglomerados de pessoas.

A determinada altura, quando os pés se começaram a ressentir da minha má escolha dos sapatos - que nem foram escolhidos nem pensados, apenas foram os que tinha calçados quando decidi sair de casa - que deixavam sentir todas as pontas soltas da nossa tão preciosa calçada portuguesa, sentei-me numa esplanada para lhes dar um pouco de descanso e para aquecer o espírito e o corpo com um café bem quente - gosto de contrastes, gosto de estar no frio e tomar coisas quentes, da mesma forma que gosto de estar em frente a uma lareira, em pleno inverno, a comer um gelado.

Como bom observador que sou - e que gosto de ser -, reparei numa jovem que ali se encontrava, também ela sozinha (sozinha, não. Estava acompanhada de um livro, que apesar de fechado, o nome Murakami na lombada, me fez saber que estava em boa companhia.). Senti-me tão intrigado do porquê de ela ali estar, sozinha, a meio da noite, com um livro em cima da mesa e com um olhar, claramente, perdido em mil pensamentos - ou daí talvez estivesse concentrada num só pensamento, não sei. -, que não resisti muito tempo em abeirar-me à sua mesa e invadir o seu momento.

Estranhamente, mas felizmente, a minha invasão foi recebida com um sorriso aberto, com um olá amistoso e com um convite para partilhar com ela aquela mesa. Falámos sobre a noite, sobre as estrelas e sobre a lua; dissertámos sobre autores e livros; rimo-nos de nós próprios e de pequenos atos de loucura que eram cometidos (como sair de casa a meio da noite porque nos sentimos, de alguma forma, presos entre paredes de tijolo e cimento e cal). Naturalmente, com o decorrer da conversa e com o frio a aumentar, fomo-nos chegando cada vez mais perto um do outro - com a desculpa, sem ser dita, que assim nos protegeríamos mais do frio -, até que os nossos braços já se tocavam. Daí, até ao surgir de um beijo, o tempo pareceu correr. Depois do beijo, algo demorado e, estranhamente, demasiado intenso para duas pessoas que não se conheciam, ela disse-me que tinha sido o melhor beijo que tinha recebido em toda a sua vida.

A verdade é que não é a primeira vez que ouço isto acerca dos meus beijos e fiquei a pensar se realmente o saberei fazer ou se serão os outros que, simplesmente, não dominam a arte que melhor demonstra o amor e afeto que se sente por outro alguém, o beijo. Sim, beijar é uma arte, engane-se quem pensa o contrário. Um bom beijo pode ser melhor que uma noite de sexo, não tenham dúvidas. Um bom beijo diz melhor "Amo-te" do que qualquer poema de amor. Um bom beijo apaixona-nos e cria paixão. Um bom beijo transporta-nos para outra dimensão, para outro universo, para outra realidade, sem sairmos do sitio onde ele é dado. Por isto, e como não sei por quanto mais tempo vou por aqui andar, vou partilhar convosco o que, na minha opinião, é a forma correta de beijar uma mulher.


- Fica de frente para ela.
- Não lhe digas o que pretendes fazer.
- Não lhe peças permissão para a beijar.
- Olha, sonhadoramente, para os seus olhos.
- Podes segurar a sua mão direita com a tua mão direita, se assim o quiseres.
- Nesta fase, podes soltar um ou dois suspiros muito subtis.
- Sussurra-lhe, suavemente, que os seus lábios rosados te lembram o arco do cúpido.
- Ela vai, provavelmente, baixar os olhos e corar quando lhe disseres isto.
- Põe os dedos da tua mão esquerda no queixo dela e, delicadamente, levanta-lhe a cara até os olhares se fitarem de novo.
- Puxa-a gentilmente na tua direção.
- Não tenhas pressa.
- Olha profundamente para os seus olhos e para o brilho de amor que paira neles.
- Suspira uma última vez.
- Inclina a tua cabeça na direção da dela até os teus lábios tocarem nos dela - mas atenção! -, não o faças enquanto ela não fechar os olhos.
- Usa os teus lábios para envolveres cada um dos seus, sem pressas, sem língua, apenas os teus lábios a massajar os dela.
- Finalmente, quando já nenhum conseguir conter o desejo, expludam nos braços um do outro.

(Talvez o beijo mais famoso da História)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Com quem pinava ontem..

A quinta-feira passou-se na praia e como já cheguei bastante tarde a casa, acabei por não vos dizer com quem é que pinaria, caso me fosse dado a escolher um espécime feminimo, de entre todo o universo de mulheres existente.

A verdade é que na praia vi muita, mas mesmo muita, muita gaja boa com quem eu não me importava nada de gastar uns destes, mas visto que a primeira tentativa me correu tão mal, decidi não tentar mais e apenas pensar com quem o gostaria de fazer.

Se na semana passada escolhi uma mulher mais velha e enumerei as qualidades que a idade pode trazer, esta semana continuo no mesmo registo: uma mulher mais velha, que, na minha opinião, tem uma beleza fora do normal e que talvez pouca gente a veja. Conhecida por filmes como Pulp Fiction e Kill Bill, não a consigo não imaginar como uma mulher forte, aventureira, decidida, lutadora, sensual e divertida.

Poderia encher o post com 7654191234 fotos dela que não me iria cansar de as ver, mas para isto não ficar muito comprido, deixo apenas 8.

Convosco, Uma Thurman.